Mittwoch, Oktober 17, 2007

[the more you change the less you feel,

believe in me as i believe in you, tonight. ]


Como me sufoca esse grito de você, esse amargo de não ter meu doce azedo e esse doce de não ter álcool correndo no sangue, de não ter teu sangue na minha boca, nas minhas unhas e sim, meu sentimento agora é bem esse de fortalezas e micro-organismos no vermelho. Protect me from what i want. Não consigo fazer sentido, socorro. Vem, me beija, não quero mais saber. Que as crianças morram ou não morram, Que os velhos nasçam ou não. Não quero. Me dá um copo de whisky, me dá três doses de carinho e uma de sexo. Me dá teu sorriso, teus lábios; só hoje, só essa noite; quero me matar em gotas de clorofina numa janela suja, quero me perder em labirintos de vasilhame em corredores de ferro e morrer na boca do teu peito se fingindo sedento de mim. Qual o objetivo? Qual o prazer? Qual a diversão? Não sei, meu amor, nada faz muito sentido agora a não ser a tua pele macia na minha; como dói, como dói essa parede de sorrisos e sarcasmos e simpatias e educações forjadas na garupa de um cavalo de corrida. Ah, meu amor, eu te amo tanto, te amo tanto que não entendo, não entendo de onde vem essa vontade de constrangimentos pequenos e doces, essa vontade da tua vergonha e da minha se misturando numa banheira asfixiada de bolhas-água-suja. Esse vetor progresso que não vai, que não vai, que me trava e me suplica; Gigante, fica aqui, Gigante não sai daqui. Hoje você levantou com o pé certo dessa cama dura e não precisa de maciez. Mas é tão forte essa tua pimenta que não sei como não chorar (1...2...3...4) só mais uma vez pra eu parar de repetir que quero saber da onde vem; pra onde vai, jamais. O que importa tudo isso? Quem vai ler tudo isso? Quem vai dar a mínima? Quem vai me salvar?

No fundo quero uma bóia e não leitores, afinal.

Cadê o fundo? O fundo não chega nunca. Fundo, por favor, chegue, chegue depressa pra que eu possa voltar, pois tu sabes, sabes que só consigo voltar de ti, o raso só me pede mais e mais e, querido Fundo, eu não posso mais.

Uma corda seria o suficiente?
Pra me amarrar onde que não seja em ti?
Pra enforcar quem que não seja o meu peito?
Pra pular onde que não nessa noite de azar?
Pra fazer que diabos, meu bem?

Só queria te dizer que também tenho vergonha diante do que admiro, que também sofri cada segundo ao teu lado, que ainda sofro os males de uma comunicação adiada, mas ainda quero tirar tudo daí, ainda quero te tirar de mim, mas te quero dentro, bem dentro, como todas as vezes quero de novo emoção e não técnica, quero CORAZÓN. Te amo, Corazón. Não tenho como dizer, pensar, viver outra coisa. Voltei, me dá a chave. Me abre, me arranca, me liberta, me furta dessa cadeira e desse chocolate. Me tira desse inferno gelado de vinho tinto. Me faz cócegas, arco-íris, bandanas. Tu és tão bom, meu amor, tão bom que a gente não precisa de bandaid, tão bom que a gente pode se bater e se amar e ser odiar e não... eu estou errada. A música acabou e percebo que sempre estive lamentavelmente errada.

Nada de Corazón.
Te odeio.
Sai daqui.
Me fez sofrer.
Me quebrou.

Hey, Paul,
let's have a ball.

GIGANTE como meu amor é meu ódio, como num bom western.

1 Kommentar:

em desconstrução hat gesagt…

no fundo do poço há uma mola, segundo Solomon, que não era um cara lá muito confiável, afinal, era o maldito Solomon, poeta distinto e extinto.
agora, eu posso te socorrer.
vem, vem, te dou a mão e te puxo, te puxo pra onde tu mostrares que queres ir. tu és forte como um touro, amor, mas até os touros se vêem mal de quando em vez.
amo tu. sem sentido.
e nem preciso de um.