
Donnerstag, Juni 26, 2008
Mittwoch, Juni 25, 2008
deserto.
fragmentos de 'psicologia da composição':
"ali, é um tempo claro
como a fonte
e na fábula.
Ali, nada sobrou da noite
Como ervas
entre pedras"
(joão cabral) ------> sabe tudo. ervas entre pedras: natureza sufocada pelos arranha-céus da cidade paulista neurótica-urbana ou apenas folhagem ao vento deslizando suave-batida na pedra? a pedra saiu do meio do caminho e agora está na cabeça. é preciso endurecer os neurônios. esqueçam esse papo de ervas.
"o sol do deserto
não intumesce a vida
como a um pão
(o sol do deserto
não choca os velhos
ovos do mistério
mesmo os esguios
discretos trigais
não resistem a
o sol do deserto
lúcido, que preside
a essa fome vazia.)"
(joão cabral) -----> grande amigo do miró e primo do bandeira e da bandeira. brasileiro pensante? poesia estruturada e adbdicante do pathos/emoção. frieza de lascas cortadas por foices em relógios de sol no deserto? funktionieren.
Powered by Wikipedia (copy/paste, com licença.) :
- Estranhamente, João Cabral escreveu um poema sobre a Aspirina, que tomava regularmente, chamando-a de "Sol", de "Luz"… De fato, desde sua juventude João Cabral tomava de três a dez aspirinas por dia. Em entrevista à "TV Cultura", certa vez, ele contava que boa parte da inspiração (inspiração sempre cerebral) provinha da aspirina, que a aspirina o salvava da nulidade!
-João Cabral de Melo Neto não compareceu a nenhuma reunião da Academia Pernambucana de Letras como acadêmico, nem mesmo a sua posse.
..... E Anfion ficou no deserto até a última erva que tentou o acompanhar.
"inseto vencendo o silêncio como um camelo sobrevive à sede"
"pelo avesso, procura
o deserto, Anfion"
"uma flauta: como
dominá-la, cavalo
solto, que é louco?
como antecipar
a árvore de som
de tal semesnte?"
"eu me refugio
nesta praia pura
onde nada existe
em que a noite pouse
como não há noite
cessa toda fonte
como não há fonte
cessa toda fuga;"
"CULTIVAR O DESERTO COMO UM POMAR ÀS AVESSAS"
gerando cogumelos frágeis cogumelos úmidos cogumelos no céu da nossa boca ou algo assim que o valha, joão cabral eu te amo como as groupies subindo no palco com chuck berry. (L)
e voumembora
deste papel
de apertar dedo-letra
onde pode
o pó
virar vinho e o vinho soninho
e as cinzas
irmãs
se as mesmas
neste filme
que já vi
estão,
pppffffff
posso dormir.
ronc.
- todo mundo sabe o que é certo, mas não faz.
- certo é um conceito muito relativo.
- relativo é o conceito que te faz não seguir adiante.
obrigado, amigo.
"ali, é um tempo claro
como a fonte
e na fábula.
Ali, nada sobrou da noite
Como ervas
entre pedras"
(joão cabral) ------> sabe tudo. ervas entre pedras: natureza sufocada pelos arranha-céus da cidade paulista neurótica-urbana ou apenas folhagem ao vento deslizando suave-batida na pedra? a pedra saiu do meio do caminho e agora está na cabeça. é preciso endurecer os neurônios. esqueçam esse papo de ervas.
"o sol do deserto
não intumesce a vida
como a um pão
(o sol do deserto
não choca os velhos
ovos do mistério
mesmo os esguios
discretos trigais
não resistem a
o sol do deserto
lúcido, que preside
a essa fome vazia.)"
(joão cabral) -----> grande amigo do miró e primo do bandeira e da bandeira. brasileiro pensante? poesia estruturada e adbdicante do pathos/emoção. frieza de lascas cortadas por foices em relógios de sol no deserto? funktionieren.
Powered by Wikipedia (copy/paste, com licença.) :
- Estranhamente, João Cabral escreveu um poema sobre a Aspirina, que tomava regularmente, chamando-a de "Sol", de "Luz"… De fato, desde sua juventude João Cabral tomava de três a dez aspirinas por dia. Em entrevista à "TV Cultura", certa vez, ele contava que boa parte da inspiração (inspiração sempre cerebral) provinha da aspirina, que a aspirina o salvava da nulidade!
-João Cabral de Melo Neto não compareceu a nenhuma reunião da Academia Pernambucana de Letras como acadêmico, nem mesmo a sua posse.
..... E Anfion ficou no deserto até a última erva que tentou o acompanhar.
"inseto vencendo o silêncio como um camelo sobrevive à sede"
"pelo avesso, procura
o deserto, Anfion"
"uma flauta: como
dominá-la, cavalo
solto, que é louco?
como antecipar
a árvore de som
de tal semesnte?"
"eu me refugio
nesta praia pura
onde nada existe
em que a noite pouse
como não há noite
cessa toda fonte
como não há fonte
cessa toda fuga;"
"CULTIVAR O DESERTO COMO UM POMAR ÀS AVESSAS"
gerando cogumelos frágeis cogumelos úmidos cogumelos no céu da nossa boca ou algo assim que o valha, joão cabral eu te amo como as groupies subindo no palco com chuck berry. (L)
e voumembora
deste papel
de apertar dedo-letra
onde pode
o pó
virar vinho e o vinho soninho
e as cinzas
irmãs
se as mesmas
neste filme
que já vi
estão,
pppffffff
posso dormir.
ronc.
- todo mundo sabe o que é certo, mas não faz.
- certo é um conceito muito relativo.
- relativo é o conceito que te faz não seguir adiante.
obrigado, amigo.
joão cabral de melo neto & érico veríssimo
borges & machado & outras orgias tirânicas em cena porém atrás das cortinas. no party. no people. no me. apenas o atrás do deserto quente de sol amarelo-ovo cabelo-da-mulher-da-farmácia. me angustia. esse papo de desertos & histórias & mentes. isso é uma orgia desnecessária,senhorita. INNER LIFE. JTZT. o jardim das delícias com elfos & fadas & neuroses perfumadas. o muco, a abelha e o nariz-pólen. os poemas que eu não entendo e os mofos que eu não seco. o óleo escorrendo pelo olho da boneca na lareira. as chamas, o fago-fácil inalável de dor quente. as mandingas da esquina foi a mão-da-mulher-da-farmácia. o sol do deserto que não aquece o pão foi o poeta. as moedas no meu bolso caem. tóin. nhóin. nhóin. essas coisas meio clarice não tolero. criança da primeira série escreve melhor do que eu. óculos 3D ganhei no cinema. fabricadas fórmulas funktionieren.
-
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-
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AZAR
NÃO
DÁ
NA
DA
DA
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Ich mache nichts für meine Körpe. Dass gefreut mich nicht. Ich kann nicht abnemmen, aber ich habe schon fast eine Jähre keinen Fleisch gegessen. Ich gern meine Esssengewohnheiten nicht. Wenn ich Schokolade oder Trakinas esse, fehlt ich der Schuld! Ich weiss dass ich mehr Gemüse essen müss und mehr Wasser triken is auch genau für meine Gesundheit, aber vielleich hasse ich alles dass gut für mich ist. Dass ist eine Gro (estzét)e Problem! Ich treibe keine Sport und esse wenig Obst (Ich gern Sport treiben nur wenn ich im Urlaub bin). Mittags habe ich nicht viel Zeit zum Essen und abends esse ich gern Sü(estzét)es. Ein Bier und eine Zigarette ist auch sehr interessant! Im Winter habe ich immer Grippe und Fieber. Ich normalerweiser schlafe die ganze Tag. Regelmä (estzét)ig müss ich zum Arzt gehen! Ich bin immer krank! Dass ist wirklich traurig, aber wir können immer Tabletten oder Tropfen nehmen (und Light-Produkte kaufen). Kraftwerk singen "Sie ist ein Model uns sie sieth gut aus"; dass ist wunderbar, aber ich bin nicht eine Model, ich bin eine depressive Frau und ich liebe essen! :)
.
.
.
tô brincaaaaaaaaando.
Sonntag, Juni 22, 2008
sobre Walter Hugo Khouri
O melhor filme do diretor segundo os membros da comunidade na Orkut:
ARTHUR,:
palacio dos anjos
Alexandre
Eu e o Prisioneiro do Sexo
Anonym
Convite ao Prazer. limao mulheroes sensibilidade e sinceridade
♥♥♥ Velour
Noite Vazia é a obra-prima.... mas As Amorosas é o mais próximo da minha vida hoje.
06.12.07
Anonym
eu prefiro o prisioneiro do sexo
06.12.07
Safenado &
NOITE VAZIA
none
ARTHUR,:
palacio dos anjos
Alexandre
Eu e o Prisioneiro do Sexo
Anonym
Convite ao Prazer. limao mulheroes sensibilidade e sinceridade
♥♥♥ Velour
Noite Vazia é a obra-prima.... mas As Amorosas é o mais próximo da minha vida hoje.
06.12.07
Anonym
eu prefiro o prisioneiro do sexo
06.12.07
Safenado &
NOITE VAZIA
none
Mittwoch, Juni 18, 2008
Por um mundo mais Herbie Hancock
[Eu imagino a calma como pianos que deslizam pela areia branca de uma praia deserta, em algum filme sobre músicos mortos. E então quem sabe, nesse filme das minhas divagações inúteis, os pianos derreteriam formando uma pintura surrealista em tela plana. Eu não tenho planos, e isso é como placas de proibido fumar em cafeterias: injusto. É como a sombra de um coqueiro no quintal: está lá, mas não existe. Está em nós ou em algo nosso, jamais em um filme.]-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------> INÍCIO <-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
------------
+
-
=
+
-
=
+
-
+
-
=
++++++ Por favor, não procure. Talvez a resposta esteja no encontro supersticioso e ocasional, e não na BUSCA. É possível forjar a BUSCA, mas jamais simular o verdadeiro ENCONTRO. E digo morango, por não gostar de cerejas. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
----------> FINAL: Não-procurar, mas jamais esquivar-se. Pronto. Abri de novo as cortinas, o que acontece é que elas estão rasgadas, então tanto faz. E me perco de novo e de novo pra poder achar o VÍNCULO. E não é isso que te constrange? Esse monte de vômito retórico que só diz respeito a mim? E não é essa a maior queixa do grande público? Ora, o público sempre nos julga artificiais, e quando não somos artificais, somos verdadeiros em excesso, 'exibicionistas' que gostam de se expor. Exposição! OH Pecado Maior! Ou seja, ou o artista é superficial, ou é megalomaníaco. O artista? Não! Eu quis dizer as pesssoas. ========= TCHAU.
Trilha Sonora: FINAL HIT: Herbie Hancock, Cantaloupe Island.
trilha sonora do EDIT: Billie Holiday, Easy Living & Say it with a Kiss.
Dienstag, Juni 17, 2008
dê um grude no pagão
ESSA É A MINHA VERSÃO DE LARANJA MECÂNICA (O LIVRO) E POR ISSO NÃO VOU EDITAR, ACHO QUE O SENIDO ESTÁ NA EXPRESSÃO ESPONTÂNEA E NÃO EM PAPÉIS OU IMPRESSÕES.
RIAM< SINTAM-SE EM CASA. SENTEM-SE NA FRENTE DA TV.
(abobada mental quer passar abram alas) - sorriso, bico, rímel. simples.
Você também, quer ser alucinado mas tem nojo de poder o gatoe a revitsa perder. dêumgrude no pagão. enquadrado em cortinas de bolhas nas bexigas cheuas de dor e soda cáustica amrelo ouroda lua que vem após o nascer da prata na espada do cavaleiro noturnode.. saturno? UH? Bate-os-ovos na piscina das lágrimas verdes depoçoos artesianos na Amazônia.Enbgajada? modernistas? wuem se imortaConexãoOu textura leveza..ja nada mais importa..nem ponto nem vuirgurgul\ anme combinaçaod enada que nao seja a,pura contemplação do caosdomesticado e vívido das facetas do soooooooooooooooooom.aborigene, mutante,macro-simbi-ótico.epelho nas ma~ços de jovens em apartamentos decoradospelosurrealismode 1925;Rodas,trafos, bnebidas e de estragos de pelúcia.barbies em conjunto de estudantrs de m,edicina em vésperas de formatua.FORMA DEFOIRMA CONVOCO NVOCA TRIUNFA>
QUEm AQUI QUER TRIUNFAR?
QUEm AQUUI ENTEDEU ALGUMA COISA??
QUEM AQUI QUER GFAAAAZERRO OBSEQUIO DE FOCAR CALADO??
QUEM AQUI SE ABSTEN DA CRIRICA??
QUEM AQUI TRANNSCENBDEU>>>>> HEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIM??
HOMEM E ALMA CANSADAA????
AFUNDANDOI^^^^^???
QUALÈEEE
QUALE DESSA DE TEMPO
DE CALAR
DE PSSAR
CORPO
CHAO
AAAAAAAAAAAAAAH
SONO
é lógico
o sonoé aunica resposta
a compota questionável
das questões
ou
canções
tanto
faz
vopraz
atrás
adeus
trilha sonora do edit: Billie Holiday, She's funny that Way.
RIAM< SINTAM-SE EM CASA. SENTEM-SE NA FRENTE DA TV.
(abobada mental quer passar abram alas) - sorriso, bico, rímel. simples.
Você também, quer ser alucinado mas tem nojo de poder o gatoe a revitsa perder. dêumgrude no pagão. enquadrado em cortinas de bolhas nas bexigas cheuas de dor e soda cáustica amrelo ouroda lua que vem após o nascer da prata na espada do cavaleiro noturnode.. saturno? UH? Bate-os-ovos na piscina das lágrimas verdes depoçoos artesianos na Amazônia.Enbgajada? modernistas? wuem se imortaConexãoOu textura leveza..ja nada mais importa..nem ponto nem vuirgurgul\ anme combinaçaod enada que nao seja a,pura contemplação do caosdomesticado e vívido das facetas do soooooooooooooooooom.aborigene, mutante,macro-simbi-ótico.epelho nas ma~ços de jovens em apartamentos decoradospelosurrealismode 1925;Rodas,trafos, bnebidas e de estragos de pelúcia.barbies em conjunto de estudantrs de m,edicina em vésperas de formatua.FORMA DEFOIRMA CONVOCO NVOCA TRIUNFA>
QUEm AQUI QUER TRIUNFAR?
QUEm AQUUI ENTEDEU ALGUMA COISA??
QUEM AQUI QUER GFAAAAZERRO OBSEQUIO DE FOCAR CALADO??
QUEM AQUI SE ABSTEN DA CRIRICA??
QUEM AQUI TRANNSCENBDEU>>>>> HEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIM??
HOMEM E ALMA CANSADAA????
AFUNDANDOI^^^^^???
QUALÈEEE
QUALE DESSA DE TEMPO
DE CALAR
DE PSSAR
CORPO
CHAO
AAAAAAAAAAAAAAH
SONO
é lógico
o sonoé aunica resposta
a compota questionável
das questões
ou
canções
tanto
faz
vopraz
atrás
adeus
trilha sonora do edit: Billie Holiday, She's funny that Way.
Samstag, Juni 07, 2008
Diálogo do dia ou literatura-blogal-com-recurso-fílmico
É manhã de domingo no outono de Porto Alegre. Um casal de jovens está passeando de 'pedalinho' no lago do Parque da Redenção. Eles estão ouvindo jazz no meta-celular dele, que repousa sobre o pseudo-painel de controle do barquinho pedalante. Ele diz que tem uma banda. Ela diz:
-Ah, legal. O que tu toca?
-Bateria.
-Ah, legal. Bateria deve ser difícil.
Ele responde, num tom natural, ajeitando o cachecol:
-Tudo é difícil. (e tira uma foto - de outro pedalinho, em ângulo inusitado.)
Depois chove como se fosse um momento crucial, como se fosse um filme do Woody Allen.
-Ah, legal. O que tu toca?
-Bateria.
-Ah, legal. Bateria deve ser difícil.
Ele responde, num tom natural, ajeitando o cachecol:
-Tudo é difícil. (e tira uma foto - de outro pedalinho, em ângulo inusitado.)
Depois chove como se fosse um momento crucial, como se fosse um filme do Woody Allen.
Gummo Pride
Assisti ontem Simple Men (1992) e Flirt (1995), do Hal Hartlay; seguem a linha contrária de filmes como Kids (1995) ou Gummo (1997) - adoro um pastelão rosa bebê com azul e jovens rebeldes-sem-causa, ou melhor, rebeldes-pelo-glamour. - mas Hal Hartley parece preferir bofetadas vigorosas - e ao mesmo tempo fraternas (pois só quem ama bate, afinal) - e dancinhas inusitadas. Destaque também para as questões existencialistas em bocas de pedreiros, policiais americanos, figuras que acham a virgem Maria muito cool, freiras fumantes e outros. Uma das afirmações filosóficas feita por um extravagante personagem do diretor (um criminoso com carência de afeto maternal), e que é como um jargão de Simple Man, é a de que não existe felicidade, a unica coisa que existe são desejos e problemas, "e quando temos um desejo, temos problemas, e quando temos um problema, não temos mais desejo". A estética é interessante, um tanto Sonic Youth, apesar de os videoclipes do Sonic Youth serem muito mais vanguarda, na minha singela opinião, em questões cinematográficas, do que esses dois filmes de Hal Hartley, em termos de composição plástica (decoração, fotografia, figurino), ali pelo fim dos anos 80 e início dos 90 (destaque para o jogo tosco de espelhos em Tunic. Aliás, este videoclipe inteiro é pura trash-arte da melhor qualidade). Mas, falando agora mais especificamente de Simple Men, o fato é que a tentativa de Hal Hartley, em geral, na minha opinião, fracassa. O estilo do diretor parece muito com o de John Cassavettes em A Woman Under Influence (1974); aquele humor negro arrastado, denso - um cinema, eu diria, para "sentir e não entender, entender e não sentir" -nas palavras de Mário de Andrade, sobre a literatura modernista brasileira. Mas gostei de Simple Man, no qual o diretor consegue se fazer entender sem maiores esforços intelectuais por um espaço maior de tempo e manter o humor por meio, por exemplo, das constantes bofetadas, digamos assim, "chiclete". As repetição ao longo do filme de takes de violência semi-gratuita (pessoas se esbofeteando por motivos torpes e a exaltação, por meio de diálogos, da contaminação da 'elevação do fútil' ao status de 'problema') não passam de uma tentativa de fazer comédia forçada, empurrada com um caminhão, quase. Ora, e o que é isso se não Tarantino ou, sei lá, qualquer outro pastelão? Como eu disse, Simple Man talvez se salve, mas eu ainda prefiro a linha de adolescentes problemáticos escutando rock'n'roll.
Mittwoch, Juni 04, 2008
Mother Nature
ha-ha-ha. Não sei da onde tirei isso, talvez seja a tal procura do estilo. Repetição? Começo a pensar que a resposta está na repetição. Na assimilação do maior número possível de influências e na absorção do sentido linear de seus respectivos comentários repetitivos. Sim, falo sério. A publicidade, a política e tudo mais que exerce algum tipo de influência, todos esses termos reducionistas, não passam todos de joguetes sincronizados de estímulo/resposta. AH, como eu odeio perceber. A percepção e a cobrança de afeto são opostos perceptíveis, O perceptível é um afeto for free. Será? Adoro quando cantam baixinho no meu ouvido, essas fadinhas vestidas de nerds-linguagem que nos trazem braços tatuados; de fé, de roupagem, de cola, papel tesoura em tela plana. Não sei. Talvez ex-seis, ou nove. É preciso haver uma regra, única certeza. Last chance. BLéééew.
[me poupem de seus roteiros para 'curtas' e seus 'artigos' homofóbicos. Ora, estudem PSICANÁLISE, garotos sooofine.]
[me poupem de seus roteiros para 'curtas' e seus 'artigos' homofóbicos. Ora, estudem PSICANÁLISE, garotos sooofine.]
a well respected girl
Querida,
'Não te preocupes, eles só estão fingindo que se divertem', diz uma senhora ao seu gatinho, observando, da janela, as crianças que brincam em balanços no quintal. Algumas gramas são verde-fosforescente, cor do quarto da garota do flickr, também. E eles são todos tão bons também, os rapazes nas letras dos Kinks; são tão saudáveis de corpo e de mente. Seus cabelos quase sempre conferem identificação de sooo fine. E eles são tão sinceros em seus machismos de postar mulheres nuas em filmes desconhecidos do grande público. Ok, vamos nos organizar. Eu falo, de tudo isso e de um pouco menos, um tanto micro, entende? um macro buraco na estrutura textual pode ser uma lei física, quem sabe? Na finaleirada Poética? Um post de roubos. Vou trocar a música. Quem sabe um dia eu consiga me libertar (...) Prefiro Barry Louis Polisar a Buddy Holly. Não sinto saudades e tão pouco tenho orgulho disso. Acho as gaitas meigas. Suponho que saibas tudo isso, me arrepio de pensar que não. Alguém tem que saber. O sangue precisa ser retirado das camisas uma hora ou outra. De manhã ou de tarde, ele não sabe. Mas ele não sai. Uma hora sai. Por isso, fechei as portas.
Amor infinito,
Gabriela.
Dienstag, Mai 13, 2008
os demônios tomando o carro de frente OU deus, livrai-me do espírito intelectual
Odeio todos os jovens que igualmente sofrem, em inúmeros apartamentos com internet domiciliar afora, ao escutar uma canção de David Bowie. (...) Suspiro. Me igualo. Me odeio como representação e como angústia de reconhecimento. Reconhecimento de minha impotência diante da música pop, do café vanilla, das mega-corporações, das maquinarias elétricas e do sistema público. Me aflige não ter uma opinião formada sobre a privatização das empresas estatais. Me aflige receber o email de um professor desesperado atrás do aparelho Ipod que esqueceu na sala de aula (recarregando-na-tomada-da-universidade-pública), mas me aflige também a hipocrisia dos discursos politizados. Me afligem os colegas usando aspas com as mãos; Isabella Nardoni e Cristhiane R. na prisão de Caras; a pornografia do terror. Me afligem os professores procurando respostas nos olhos de alunos drogados pela alienação massiva do ego. Me irritam as divagações, mas não posso me livrar delas, isso seria uma separação daquilo que não lembro mais; renunciar ao sonho, à dúvida, ao irreal e incerto. Me desvencilhar daquilo que não compreendo e não possuo, disso sou incapaz. Portanto sigo aqui divagando, dizendo o que tem que ser dito, pois quando se tem nada a dizer, não se diz nada.
Donnerstag, April 24, 2008
grande descoberta
o que eu penso e sinto não é literatura/ é necessário manufaturar a palavra.
mas aqui só o caos domesticado sobrevive.
larguei os filhotinhos no mundo, sem jamais me sentir responsável pelo que se tornariam; como todo filhote de mãe desleixada, tornaram-se monstrinhos repugntantes em sua insignificância. agora, como toda e qualquer mãe delsleixada que contempla os filhos-adultos-resultados miseráveis do passado, só me restam os conselhos e, portanto, digo apenas que se um dia eles se aventurarem a voar como pássaros, que aprendam a cair sozinhos como gatos.
(...)
mas talvez eles sejam paraplégicos. ou surdos.
Q?
nada. sempre nada. besteira reinante. diarizinho ordinário.
ADEUS.
mas aqui só o caos domesticado sobrevive.
larguei os filhotinhos no mundo, sem jamais me sentir responsável pelo que se tornariam; como todo filhote de mãe desleixada, tornaram-se monstrinhos repugntantes em sua insignificância. agora, como toda e qualquer mãe delsleixada que contempla os filhos-adultos-resultados miseráveis do passado, só me restam os conselhos e, portanto, digo apenas que se um dia eles se aventurarem a voar como pássaros, que aprendam a cair sozinhos como gatos.
(...)
mas talvez eles sejam paraplégicos. ou surdos.
Q?
nada. sempre nada. besteira reinante. diarizinho ordinário.
ADEUS.
[ processo de abandono ]
------------estou me desvencilhando desta página morta. respeitem minhas tentativas frustradas. e tenham tédio, muito tédio de mim. obrigada. e adeus-----------------
Mittwoch, April 23, 2008
das letzte wort
Acabo de encontrar, depois de contemplar a tabela de casos da língua alemã,o grande mote da minha personalidade: a contemplação. Tenho notável talento para a arte de ver e me auto-alegrar com as cores e as variadas formas e contornos que podem assumir os meus objetos de contemplação; sejam eles palavras, números, desenhos ou fotografias. Enfim, natureza viva ou morta, organizada ou caótica. Contemplo o caos e ambiciono o bem supremo-impossível. O excesso de contemplação também me faz confusa na tentativa de estabelecer contato e me fazer compreendida. Sinto que nesse texto estou melhorando no processo de transformar tal deficiência em uma vantagem, quicá a maior vantagem, quem sabe meu maior trunfo. Enfim, acho que passei já demasiado tempo contemplando as reflexões demontradas nas frases anteriores. Começo a me confundir. No fundo é sempre o medo; o medo, a culpa e a timidez; trunfo da auto-ajuda e afinal qual o problema? É que ás vezes, assim, no meio do processo criativo, me dá essa vontade de falar em toc-tocs, como se estivesse a fazer música no teclado. Porém o ritmo dispersa, assim como essa vontade de escrever e compartilhar me dispersou da tabela de casos da língua alemã. Como resolve? Voltando. Ir e vir, navegar é preciiiiiiiiiso, viver não é preciiiiiiiiiiiiso; acho que foi o Caetano. E sim, viver não é preciso, no sentido de 'definido', 'exato'. A precisão está na lei do eterno retorno. 'Bem delineado'? Tudo bem, desculpa, já estou nitidamente me dispersando. Peraí. Desculpa? Vocês estão vendo? Medo ---> Culpa -------> Timidez. E pronto, sempre acabo um post como esse assim, tímida. Ou auto-sugestionada. Me sentindo uma chata. E agora já me dá vontade de colar aqui uma frase qualquer da Billie Holiday chegando aos meus ouvidos-soulseek-media player. É a maldição da internet domiciliar no Brasil. Porto Alegre? Não é o problema. 'The problem is you'; sim, Sex Pistols. Eu e minhas citações. Mas, voltando a timidez acho que definiria tal sentimento como um vício necessário, pois é funcional no processo de aceleração do desenvolvimento místico-interior.
Q?
[...]
Reflitam.
Dienstag, April 22, 2008
cometa
explode, BUM! fere, atinge, mata. meus cometas só querem voar e voltam só depois do pico, vertiginosamente. meus cometas são rosa pink com bolinhas roxas. chega de cores, de amores, de rimas. ai, chega. chega de tudo isso. tudo tão vão-vazio e solitário. chega de inútil, let's pretend we are dead. let's pretend qualquer coisa mas vamos sair daqui; aqui não tem futuro, não tem graça, não tem pequena alegria cotidiana, é só desgosto e nem sequer enxuto. é só margem e ainda tem que arrancar os fiapos que sobram depois de arrancar do caderno. os restos, malditos restos que não buscam só lotam e esgotam. engasgam. gotejam. fama e divórcio, lua e jangadas, ai, tanto faz qualquer um desses, qualquer imagem, palavra, representação. tanto faz se azul ou fevereiro, sabe. tanto faz, você não está aqui, nem nunca esteve; almejada inspiração epifânica. e impossível. aqui. em mim. adeus. removo. recolho ao controle remoto. ESC? DEL. I don't care, I don't like, I don't cook. I'm a mess and so are you. Vamos nos manter distantes e calculistas, o mundo novo é assim. Boa sorte, de coração, e dedos gelados.
Montag, April 21, 2008
convício
acreditou por longa data na máxima da 'sociedade que destrói o indivíduo'. morou durante muito tempo em uma ilha com internet voadora e formou-se modista por meio de um curso à distância que consistia em envios textuais/pictóricos aos superiores e diálogos com os mesmos em salas de bate-papo acadêmicas-específicas. arranjou um emprego no continente como bordadeira-criativa oficial de um grande estilista cujas fantasias eram assíduas das vogues européias. forçou-se, então, ao convívio em sociedade. trabalhou durante um bom período na fábrica corte-e-costura. pediu demissão logo após ter os botões de todos os bolsos das camisas de sua nova autêntica-coleção roubados pela vizinha de ateliê. jamais retornou à ilha.
Montag, April 14, 2008
e por isso os bares estão cheios de gente vazia
"Amar o perecível, o nada, o pó, é sempre despedir-se." (Hilda Hilst)
Hoje eu não queria acordar de um sonho bom, e por isso, mesmo desperta, continuei a rolar na cama, num vai e vem de imagens vazias, cheias de despedida. Elas queriam ir mas eu queria que ficassem, pequenos quadros de beleza e inutilidade.
Hoje eu queria escrever sobre nuvens como flocos de algodão em um início-noite, e pensei no quanto soaria brega-vácuo, decidi então que escreveria sobre este meu sonho, no qual eu andava em trajes de banho por uma rua cheia de árvores e comemorações caseiras-desconhecidas. Os carros se acotovelavam em garagens expostas, as pessoas riam em muros baixos e fumavam cigarros com idosos-vizinhos. Minha casa e meu trabalho se localizavam em um mesmo edíficio-difícil reconhecimento. E eu andava em circulos de quadras-iguais. Que interesse há nisso? Nenhum, como não há também nenhum mal; e assim desvelam-se os porquês perfeitos, daqueles que não possuem respostas, nem graça.
Sonntag, April 13, 2008
aquele que fica sem título por um capricho de domingo
Há dias em que as cores me ferem, dias de laranja-explode, nos quais o negro-consome, onde o branco-cega. Nesse dias, há noites em que se necessita trocar de posição e se adormece com a cabeça nos pés, da cama; mas com os olhos na janela, do amor, e o jantar no coração, da cabeça. Nesses dias há jantares em que as comidas não nos fartam e o álcool que não nos faz esquecer. São dias nos quais o sono chega com o céu cinza de uma tarde chuvosa e vai embora no início de uma noite azul-chumbo, nos deixando dispersos no meio do fim meio-claro que se inicia escuro. São dias de tardes mortas, e de mortes vivas.
Samstag, April 12, 2008
OUTrínseco
How could people get so unkind?
Tenho um outono dentro de mim, nesses dias Neil Young na virtola, encontrado em meio ao pó dos discos esquecidos, mas que não encontro, procurando o meu amor. Sou sozinha agora, e estou única. Estou achada em folhas amarelas de árvores vivas como veias de máquinas-corpos em composição; nesses dias de tortas e empadas sobre a mesa na toalha de estampa florida, sentada ao pé da janela escureço junto à noite que chega abraçando um sol de céu laranja. Nesses dias de achar sem perder, sou um walk-talk nas brumas de uma cidade futurística, procurando meu amor entre as folhagens molhadas de refrigerante; sou onírica em tempos de levantar tijolos e braçal em épocas de piquenique no parque. E lá longe vou guardando o mais próximo de mim, ou finjo, e me engasgo em melodias de espelho, te procurando em olhos de vidro sem cor. Me perco em ouvidos de cera pelo caminho de terra-sonho. A terra é árida como a perseguição implacável da cidade que procura o rio-desperto. E engole todas as águas. E se enfurece sem pudores nem motocicletas, apenas a garganta sedenta de uma louca paranóica que busca a felicidade em cruzeiros tropicais. Tenho um verão dentro de mim, nesses dias de calor-digestivo-estômago, que me incendeiam a aldeia de mortos guardada a três chaves no meu corpo; eu as chamo inverno, primavera e outono, minhas amiguinhas-depósito das tardes sem sol de um dezembro negro. Mas chega de imagens, chega de digressões e artifícios. Não me levem a ruim, estou apenas procurando um pedacinho de mim, quem sabe perdido nessas vilas que entrevejo nos cartões postais da minha natureza inconsciente; e me respondo: I don't know, Dr. Young. We never Know. E os velhos também não.
Donnerstag, April 10, 2008
[cause it's a violent world]
[you take care of me
and i take care of you]
e me deixo levar assim pelas melodias doces, me deixo abandonada aos teus encantos e acordes, e adormeço nos teus abraços.
[when i meet you i was just a kid, so i gave my heart completely]
BUT I WAS NEVER YOUNG!
and i take care of you]
e me deixo levar assim pelas melodias doces, me deixo abandonada aos teus encantos e acordes, e adormeço nos teus abraços.
intensa. e foda-se. sempre fui assim. eu me amo, eu não consigo viver sem ti. senta aqui do meu lado e acende pra nós, vamos contemplar esta bela música sob um céu de estrelas escondidas atrás das luzes da cidade. não, não vamos conversar. e eu sei que tu me entende, eu sei que tu é a única pessoa em the whooole world que entende meu ponto de vista sobre as palavras vãs. e eu te amo tanto desde ontem. e te amarei mais desde hoje. e pouco importam as bebidas, os cigarros e as pistas de dança, se temos um ao outro e nosso jardim de ervas. pouco importam os exageros e os deslizes, se escorregamos um no outro. e é tão bom escrever na tua pele, é tão bom o teu joelho, o teu maxilar e a tua saliva. e é tão brega falar de amor, mas é tão amor ser brega.
[when i meet you i was just a kid, so i gave my heart completely]
BUT I WAS NEVER YOUNG!
