Mittwoch, August 27, 2008

bringing sexy baaaack



A imagem não tem o objetivo de suprimir o texto, ambos se conectam em uma relação complementar e não de sobreposição. 000000999999999999999ee443awaq Meu teclado não me deixa escrever; não sou mudérna, sou pobre mesmo. As imagens e os textos se iluminam e não se sobrepõem como os meus sonhos suprimem minha realidade. 'os' me perseguem. thinking oooof. offffff. confuso. chega de vazios e cuidados e palavras e pesquisas e moradas falsas. livre associação? eu não me associo em lugar algum, lugar algum me conecta, me complementa ou me suprime. tudo está ok. as coisas são como as frases, começam com maiúsculas e depois vão desistindo. a ideologia é tão linda, as atitudes generosas e românticas são tão belas quando contempladas nas imagens e nos textos mas na real láifi não funcionam bem assim. não somos generosos, não nos interessamos pela vida alheia. sim, eu assumo sua voz e a de quem mais eu quiser; o coração morreu, quem vai reclamar? a alma está de férias, quem se importa? num mundo de reciclagem o descartável interior está em voga. num mundo de gentilezas, o engano é certo. num mundo de grosserias, vivem os acadêmicos internacionais. já diria adoniran barbosa, mulher, patrão e cachaça, em qualquer canto se acha; é aquela coisa de coluna ereta, mente quieta e coração tranqüilo, pois as canções sabem demais. 'a canção que sabia demais é o o nome do meu novo curta'. 'clép-clép'. eu desisti, sabe. sei que a fé na humanidade já saiu de moda faz tempo, a questão é que os mesmos que se pronunciam contra ela, se colocam fora dela, numa ignorância semântica admirável. então, escutem as canções. e mais, ampliem seu modo de escutar as canções. i thought i knew you, what did i know. não, não é um post sobre desilusão amorosa, estou farta dessas também, saíram do meu guarda-roupa, apesar de continuarem na moda. your lips are moving, i can not hear. o amor tem essas coisas de desaparecer toda noite, pelo menos em mim. pois pra mim o amor não está nas pessoas, está no ar. love is the air, já sabia a canção. o amor está no ritmo, nas vozoso, no carinho de orelha interior. nos lugares que a gente lembra, mas não exatamente neles, mas no cheiro deles. no gosto deles. no quanto nos embriagaram. nossos lugares favoritos são tudo que já estava na gente mas despertou ali. por isso, um dos meus lugares preferidos é aquele entre a textura do travesseiro e o barulho do despertador. acordar cada dia com novas imagens deliciosamente indecifráveis, descobrir novos tons e arquiteturas em cidades que misturam o interior da infância e a metrópole aniquilante da idade mudérna. eu te dou sono? vai dormir pra ser genial de manhã, então. eu também vou dormir. eu também me dou sono, eu durmo demais, eu como demais, fumo demais e bebo demais. mas é pq eu amo demais. ha-ha-ha. é pq eu faço essa coisa assim CONFESSIONAL que não dá em nada, sabe. eu gosto dos excessos inúteis. eu adoro cortinas. e, sobretudo, meu MP3 player.

Dienstag, August 12, 2008

jogando arroz pela janela

É engraçado como as sombras da cozinha mudam e dançam e continuam confusas apesar de tudo estar mais claro agora aqui dentro. Eu jogo arroz pela janela para me livrar dos grãos que entopem o ralo da pia de lavar louça. Isso não é relevante, é apenas um começo e bobinho como todos os começos. No último mês conheci mais pessoas e entupi mais veias. [Isso é um meio.] No último mês aprendi a desamar e a querer bem. No último mês não lembro de ter lido ou escrito. [Isso é um fim.] Algumas coisas não estão nos livros e outras não podem ser contadas. Pensando bem, talvez todas as coisas estejam nos livros, mas é diferente. Estou falando de ficar sozinha sem sapatos no meio de uma rua desconhecida em um país estrangeiro. Estou falando de esquecer como se fala e de sentir o verdadeiro frio e a verdadeira fome. A solidão real e física. Estou falando do que não tem como falar e por isso, travo. Estou exorcizando e já nem sei sobre o que eu falava, só pra não perder o costume. Estou falando de não ter talento para falar, ou melhor, estou escrevendo sobre não ter o que falar. Cansei de falar. Meu maxilar dói. Minha mão de pegar a caneta treme e meus braços se movimentam involuntariamente num vai e vem de rodadas grátis. Estou falando daquela luz que vem de dentro do peito e pula no teclado; sem medos, sem projetos visionários ou pretensão vanguardista. Sem breguisse mas com amor. Com breguisse e sem preconceito. Sem sentido. Mas e daí? Não há nenhum conteúdo, é um vagão vazio, ou xícaras, ou bules ou bacias. Sem água, sem chá, sem chopp. Estou falando de paixão e desapego, dimensões que parecem tão distantes (e são), mas que apenas quando se encontram são capazes de nos fazer amar. Amar o inexistente, o vazio, o inexplicável. Amar não de verdade, pois a verdade inexiste e as opiniões nos sufocam; mas sim amar a si mesmo e a cor da plantinha na varanda. Amar a varanda, a vassoura, o balde que transborda lama em uma casa limpa. Amar alguém, claro. Amar qualquer coisa menos a própria confusão, confundir qualquer coisa menos o amor-próprio. E melancolizar pela vida esses conceitos inúteis, donos de nosso ser dilacerante. (OH!). Um tédio de Fernando Pessoa, um ônibus de Julio Cortázar; já não importa. Não sei fazer literatura. Não consigo afastar de meus pensamentos os meninos rindo de mim, mas agora eu também estou rindo; não por achar engraçado, mas o patético também tem seu poder sorrisal. Patética é a comédia das idades e os frutos que amadurecem podres e derrubados pela força do tempo. Patética é a falta de educação e a pseudo-intimidade criada por alguns seres humanos com intuito 'nós somos jovens, somos o exército do sol', queremos viver a letra das músicas mas só de mentirinha enquanto ela durar, tudo é permitido e lindo por duas semanas, mas tanto quanto descartável. Capitalistas-consumistas de sentimentos. Não sei se engraçado ou vomitante, por isso fico com o meio termo meia boca chamado sorriso. Um sorriso de obrigada, senhor, por me livrar dos males viciantes dos desejos sub-20. Um sorriso dos olhos e das rugas da testa. Um sorriso de quem chorou e sofreu e perdeu e ganhou recheio mais-mais. Um sorriso de fruto azedo e brilhante jovial não se compara a este fruto amadurecido e doce e discreto. Seja feio mas tenha a força. A generosidade não recompensa ninguém, o importante é ser forte. E se manter na árvore até o apodrecimento mais retardado possível. O importante é amadurecer preso aos galhos mais altos; contemplação plena do subúrbio sentimental. É preciso estar extremamente perto dos céus e totalmente desapegado de todos eles. Mas não sei, ainda não sei de nada; só que no próximo verão quero pegar um europeu. That's all. Fodam-se as reflezões ezistenziais, tudo sempre acaba em sexo e futilidade.

Samstag, Juli 05, 2008

este post não é para você.

não sejam pretensiosos, meninos. eu não estou apaixonada, eu não estou amando, eu estou vivendo ATRAVÉS. Sim, algo bem ao estilo break on trought to the other side, eu transcendo a posse, a saudade e mesmo o amor. Pois o amor, ah,o amor, poderia me demorar quarenta linhas enrolando um novelo de lã de volta às suas bases pois nem dez novelos de lã seriam suficientes para um cachecol do amor. Foda-se o amor. Ele que fique nas caixas de papelão da campanha do agasalho, como uma doação, como um favor, como uma caridade. Eu não preciso de caridade, eu preciso de um copo de vinho e um cigarro. Eu preciso trabalhar. Eu preciso escrever. Eu não preciso chocar nem amar, mas às vezes acontece. Acontece de atravessar a rua sem agasalho, acontece de tirar os sapatos na hora errada. Acontece de ser levada pelo jeito como ele amarra o cachecol. Mas não, não é amor. Mas não.... Como faz? Como faz quando não se sabe mais o que é e o que não é mas se quer continuar dançando de roupas novas? Ah, talvez essa coisa de vestimentas e amor não combine para você, mas é como eu disse: esse post não é para você.

Mittwoch, Juli 02, 2008

you're a bone machine

and you're so pretty quando olha pra mim e mesmo quando me mata de desgosto como caules degenerados de desprezo em belas flores murchas descansando a falta de cansaço na sacada do apartamento úmido de uma velha que não as rega. rega velha, rega, rasga também e deixa voar pela janela as folhas despedaçadas dessa planta que nem nasceu e já secou, onde tudo mais molha ou malha em aparelhos elétricos o bone machine. malha e deixa o suor escorrer como água que me mata a sede e depois me esgota, transborda, me queima lotada de paradoxo, me lota de vontade e preguiça e movimentos repetitivos inúteis. eu me saboto abrindo as torneiras do coração que enferrujam só de pensar em torcer. torcer não é válido, mais válido nadar na tempestade de um céu que não pode te esperar e chove. chove lá fora e aqui faz tanta fumaça, quando o que eu queria mesmo era que queimasse tudo de uma vez pra acabar com essa tortura de esperar a sêca que fere a todos, menos a mim. a sêca dos sentimentos que eu quero colocar na sombra mas jamais deixar que molhe, pois a falta de sol não é chuva, é só lusco-fusco vermelho-laranja de um final de tarde em que nada acontece em ti mas no meu coração sim, assim essa falta de verdade como a que não sai de mim, assim essa falta de clareza como a que me corta o peito como lâminas sem cabo de madeira, como o marinheiro no barco, na tempestade, no olhar choroso da menina branca. como o branco da roupa do pai de santo em um dia de festa. como cores e contas que não fizemos. como camas e mesas que não dividiremos. como astros e notas e líquidos eu te digo adeus e te amei. por duas, três, quem sabe quatro semanas de olhos abrindo devagar pra um amor desperto no lago de narciso. te digo adeus e te cuide, te digo cuida e reza, reza para o pai de santas mandingas de esquina em mais um dia de chuva no meu peito-bolha-de-pingos. nos meus pingos tristes de gotas amargas como remédio de rim. como rins que abraçam e pedem e não ganham recheio. te deixo assim como a um mumu-recheio de sonho mais delicioso que deixei cair na poça d'água da rua-enchente de mim. de novo te encontrei, te perdi e não me achei. de novo me lotei de lágrimas salgadas pós-doce. de novo escrevi merda por achar que assim o coração sossega.

brains on fire OU navigueira

O espírito do dia é um Pixies esganiçando na vitrola empoeirada, me fazendo lembrar do tempo em que a Figueira era nave. Minha mãe era secretária de uma escola de ballet e muitas manhãs passei brincando nas salas espelhadas; gostava de dobrar as portas e ver os vários-eus-refletidos, que em minha imaginação infantil configuravam paquitas de mim mesma. Acho que por isso sempre quis cantar, escrever ou pintar; mera questão de vício representativo. A escola de ballet ficava no segundo andar da escola de natação, na frente da qual erguia-se esplêndida a Figueira de minha infância. Depois das manhãs nas quais me divertia com os espelhos enquanto minha mãe atendia telefonemas, eu almoçava marmita de arroz com ovo e ia para a escola. As aulas acabavam às 17h30 e meu colégio ficava duas quadras a esquerda da academia, caminho que eu fazia com o prazer de uma colegial comendo azedinhas grudentas e a rapidez das meninas em idade de usar bermudas curtas e correr sem constrangimentos. Dessa feita, cinco minutos depois já estava eu na minha Figueira, acomodada na minha poltrona de galhos; assistindo o pôr-do-sol ao som das conversas de bailarinas de 14 anos penteando cabelos, vestindo malhas e estalando elásticos. Coques, grampos, banheiros femininos. Foi ali que aprendi algumas dessas noções de vaidade: a janela do vestiário povoada por agendas coloridas, escovas capilares e cheiro de suor, contemplados pelos meus distantes olhos de 8 anos. Lá embaixo, na sala de natação, uma loira tingida enfiada em polainas dava indicações de movimentos braçais em frente à piscina. Mais tarde, eu viria saber que tratava-se a mãe do meu co-piloto.
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Meu co-piloto de árvore-nave devia ser uns 2 anos mais jovem, era magricelo e carregava carrinhos que enfiava na areia. Sempre tive nojo dessa areia urbana na qual a gente cava, cava, mas tudo que encontra é cimento. Ele parecia não se importar. Ficava imerso em suas mãos e as rodas de plástico enquanto a mãe pulava fora d'água e eu girava 90 graus no galho mais baixo da Figueira. Um dia, assim, sem motivo, com a espotaneidade de uma criança liberta das racionalidades adultas, eu disse "Sobe aqui, vamos viajar! Tá vendo aquele tronco ali do meio? É a minha cabine, a Figueira é a minha nave". Ele me olhou num misto de surpresa e desconfiança, acredito que mais surpresa que desconfiança, ou então a própria mistura inusitada de insegurança e alegria ali contida era que produzia aquele efeito nos olhos dele; uns olhos que me diziam que se eu continuasse mais um pouquinho bem pouco conseguiria atar para sempre. Eu queria atar um garoto na minha rede de folhas e cores, pela primeira vez; carregar alguém para as minhas sombras. Porém, havia um detalhe, pequeno, mas importante: o destino da viagem era uma invenção minha e eu não estava brincando. Digo que não estava brincando pois levava deveras a sério a idéia do Tele-Transporte. E então expliquei ao garoto "Se tu subir aqui na minha nave a gente viaja pra outra dimensão. É só sentar e fechar os olhos. É uma viagem muito rápida. Quando a gente chegar tu vai ver que as coisas vão estar todas iguais, mas serão outras".
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[E agora me pergunto se ele realmente achava que eu estava brincando, e por isso mesmo aceitava, como alguém que consente brincar de roda ou de Dominó. -- mal sabem os garotos.]
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Da primeira vez que ele consentiu foi como se eu tivesse nas costas um peso maior que o da mochila que carregava nas costas indo-e-vindo do colégio para a Figueira. Mas era um peso diferente, uma carga que eu queria carregar mas não me sabia capaz. Queria descobrir. E por isso naquele dia dirigi minha nave-árvore com mais concentração e auto-controle.
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[É preciso disciplina para elevar os alteres pessoais das nossas descobertas.]
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Eu estava descobrindo o prazer de soltar o peso, quando estacionei aquela árvore nos meus sonhos, e disse para o garoto "Chegamos. Agora vamos dar uma volta e reconhecer o território... Como tu pode ver a quadra de tênis continua ali e também a piscina e também a minha mãe e a tua. Mas não te deixa enganar, estamos em outro mundo. Essa quadra de tênis é uma selva disfarçada de quadra de tênis e bem atrás da gente vem uma cobra! Anda, corre em zigue-zague pois é assim que se confunde a cabeça das cobras!". E ele corria, e eu corria, e ziguezagueávamos entre ciprestes urbanos ao redor da cancha que mais parecia uma enorme caixa de areia. Depois, exaustos, deitávamos na grama, e então eu mostrava pra ele as nuvens e as cores do pôr-do-sol, que já não eram as mesmas de quando estávamos na nave, e essa era minha única prova: as andanças do céu no tempo de um final de tarde. "Viu só, tudo em volta parece igual, mas se tu olhar pra cima, vai ver que tá tudo diferente", eu disse. E foi assim que pela primeira vez eu vi os olhos de surpresa e desconfiança de um garoto se tranformando em expectativa e orgulho... ele saiu correndo e gritando 'Estamos em outro mundo! Estamos em outro mundo" e nem lembrava mais do brinquedinho com rodas de plástico atirado no chão, prova incontestável da realidade pálpavel. "Vamos entrar na academia", ele disse, "Quero ver minha mãe de mentira". E então nós entramos; ele, exultante de compartilhar apenas comigo aquele segredo transcendental, olhava para os alunos de natação com uns olhos de amor-próprio exacerbado que só voltei a ver de novo na idade adulta, em olhos de usuários de cocaína. Tanto faz amor ou cocaína, dizem. E então ele avançou em direção aos braços metodicamente saculejantes da mãe e gritou exultante ''Tu não é minha mãe! Tu não é minha mãe! Tu é uma mentira!"
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Uma pena que essa brincadeira de tele-transporte místico tenha durado tão pouco, pois a mãe dele era, afinal de contas, colega de trabalho da minha. E eu, obviamente, tive minhas viagens transcendentais precoces confundidas com uma certa noção de MENTIRA, e por conta disso me configurei ali uma criança mentirosa e pertencente ao grupo das 'más companhias' para o filho da professora de natação; apesar de extremamente inteligente e criativa, como vocês podem notar. O talento para o tele-transporte ficcional já estava no meu corção bem antes de Pixies, assim como a tendência manipulatória digna de uma femme-fatale. Ok, talvez eu esteja exagerando. Talvez eu fosse apenas uma criança. Mas acredito que os sentimentos de reação padronizados já estão todos lá, pois ainda hoje tanto faz convencer um garoto a entrar na minha nave ou na minha cama, assim como tanto faz viajar para fora ou para dentro das árvores; os cabelos vão continuar voando e o gordo suado vai continuar esganiçando hey paul, hey paul, hey paul, let's have a ball. Tanto faz uma bola alimentada de plástico ou clorofila, um cabelo jovem sedoso ou um cabelo velho seboso. Dizem que os cabelos morrem, e então a questão se limita ao uso ou não do gel fixador durante a vida. E se a vida é uma idéia fixa, só nos resta lembrar. Ou sonhar.
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[meigo]
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Trilha sonora: desengavetando Pixies (Doolittle + Surfer Rosa)

Donnerstag, Juni 26, 2008

Mittwoch, Juni 25, 2008

deserto.

fragmentos de 'psicologia da composição':


"ali, é um tempo claro
como a fonte
e na fábula.

Ali, nada sobrou da noite
Como ervas
entre pedras"

(joão cabral) ------> sabe tudo. ervas entre pedras: natureza sufocada pelos arranha-céus da cidade paulista neurótica-urbana ou apenas folhagem ao vento deslizando suave-batida na pedra? a pedra saiu do meio do caminho e agora está na cabeça. é preciso endurecer os neurônios. esqueçam esse papo de ervas.

"o sol do deserto
não intumesce a vida
como a um pão

(o sol do deserto
não choca os velhos
ovos do mistério

mesmo os esguios
discretos trigais
não resistem a

o sol do deserto
lúcido, que preside
a essa fome vazia.)"

(joão cabral) -----> grande amigo do miró e primo do bandeira e da bandeira. brasileiro pensante? poesia estruturada e adbdicante do pathos/emoção. frieza de lascas cortadas por foices em relógios de sol no deserto? funktionieren.

Powered by Wikipedia (copy/paste, com licença.) :
- Estranhamente, João Cabral escreveu um poema sobre a Aspirina, que tomava regularmente, chamando-a de "Sol", de "Luz"… De fato, desde sua juventude João Cabral tomava de três a dez aspirinas por dia. Em entrevista à "TV Cultura", certa vez, ele contava que boa parte da inspiração (inspiração sempre cerebral) provinha da aspirina, que a aspirina o salvava da nulidade!
-João Cabral de Melo Neto não compareceu a nenhuma reunião da Academia Pernambucana de Letras como acadêmico, nem mesmo a sua posse.

..... E Anfion ficou no deserto até a última erva que tentou o acompanhar.

"inseto vencendo o silêncio como um camelo sobrevive à sede"

"pelo avesso, procura
o deserto, Anfion"

"uma flauta: como
dominá-la, cavalo
solto, que é louco?

como antecipar
a árvore de som
de tal semesnte?"

"eu me refugio
nesta praia pura
onde nada existe
em que a noite pouse

como não há noite
cessa toda fonte
como não há fonte
cessa toda fuga;"

"CULTIVAR O DESERTO COMO UM POMAR ÀS AVESSAS"

gerando cogumelos frágeis cogumelos úmidos cogumelos no céu da nossa boca ou algo assim que o valha, joão cabral eu te amo como as groupies subindo no palco com chuck berry. (L)

e voumembora
deste papel
de apertar dedo-letra
onde pode
o pó
virar vinho e o vinho soninho
e as cinzas
irmãs

se as mesmas

neste filme
que já vi
estão,
pppffffff
posso dormir.

ronc.

- todo mundo sabe o que é certo, mas não faz.
- certo é um conceito muito relativo.
- relativo é o conceito que te faz não seguir adiante.

obrigado, amigo.

joão cabral de melo neto & érico veríssimo

borges & machado & outras orgias tirânicas em cena porém atrás das cortinas. no party. no people. no me. apenas o atrás do deserto quente de sol amarelo-ovo cabelo-da-mulher-da-farmácia. me angustia. esse papo de desertos & histórias & mentes. isso é uma orgia desnecessária,senhorita. INNER LIFE. JTZT. o jardim das delícias com elfos & fadas & neuroses perfumadas. o muco, a abelha e o nariz-pólen. os poemas que eu não entendo e os mofos que eu não seco. o óleo escorrendo pelo olho da boneca na lareira. as chamas, o fago-fácil inalável de dor quente. as mandingas da esquina foi a mão-da-mulher-da-farmácia. o sol do deserto que não aquece o pão foi o poeta. as moedas no meu bolso caem. tóin. nhóin. nhóin. essas coisas meio clarice não tolero. criança da primeira série escreve melhor do que eu. óculos 3D ganhei no cinema. fabricadas fórmulas funktionieren.
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AZAR
NÃO
NA
DA
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Ich mache nichts für meine Körpe. Dass gefreut mich nicht. Ich kann nicht abnemmen, aber ich habe schon fast eine Jähre keinen Fleisch gegessen. Ich gern meine Esssengewohnheiten nicht. Wenn ich Schokolade oder Trakinas esse, fehlt ich der Schuld! Ich weiss dass ich mehr Gemüse essen müss und mehr Wasser triken is auch genau für meine Gesundheit, aber vielleich hasse ich alles dass gut für mich ist. Dass ist eine Gro (estzét)e Problem! Ich treibe keine Sport und esse wenig Obst (Ich gern Sport treiben nur wenn ich im Urlaub bin). Mittags habe ich nicht viel Zeit zum Essen und abends esse ich gern Sü(estzét)es. Ein Bier und eine Zigarette ist auch sehr interessant! Im Winter habe ich immer Grippe und Fieber. Ich normalerweiser schlafe die ganze Tag. Regelmä (estzét)ig müss ich zum Arzt gehen! Ich bin immer krank! Dass ist wirklich traurig, aber wir können immer Tabletten oder Tropfen nehmen (und Light-Produkte kaufen). Kraftwerk singen "Sie ist ein Model uns sie sieth gut aus"; dass ist wunderbar, aber ich bin nicht eine Model, ich bin eine depressive Frau und ich liebe essen! :)
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tô brincaaaaaaaaando.

Sonntag, Juni 22, 2008

sobre Walter Hugo Khouri

O melhor filme do diretor segundo os membros da comunidade na Orkut:

ARTHUR,:
palacio dos anjos

Alexandre
Eu e o Prisioneiro do Sexo

Anonym
Convite ao Prazer. limao mulheroes sensibilidade e sinceridade

♥♥♥ Velour
Noite Vazia é a obra-prima.... mas As Amorosas é o mais próximo da minha vida hoje.

06.12.07
Anonym
eu prefiro o prisioneiro do sexo

06.12.07
Safenado &
NOITE VAZIA
none

Mittwoch, Juni 18, 2008

Por um mundo mais Herbie Hancock

[Eu imagino a calma como pianos que deslizam pela areia branca de uma praia deserta, em algum filme sobre músicos mortos. E então quem sabe, nesse filme das minhas divagações inúteis, os pianos derreteriam formando uma pintura surrealista em tela plana. Eu não tenho planos, e isso é como placas de proibido fumar em cafeterias: injusto. É como a sombra de um coqueiro no quintal: está lá, mas não existe. Está em nós ou em algo nosso, jamais em um filme.]-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------> INÍCIO <-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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+
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+
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=
+
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+
-
=
++++++ Por favor, não procure. Talvez a resposta esteja no encontro supersticioso e ocasional, e não na BUSCA. É possível forjar a BUSCA, mas jamais simular o verdadeiro ENCONTRO. E digo morango, por não gostar de cerejas. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
----------> FINAL: Não-procurar, mas jamais esquivar-se. Pronto. Abri de novo as cortinas, o que acontece é que elas estão rasgadas, então tanto faz. E me perco de novo e de novo pra poder achar o VÍNCULO. E não é isso que te constrange? Esse monte de vômito retórico que só diz respeito a mim? E não é essa a maior queixa do grande público? Ora, o público sempre nos julga artificiais, e quando não somos artificais, somos verdadeiros em excesso, 'exibicionistas' que gostam de se expor. Exposição! OH Pecado Maior! Ou seja, ou o artista é superficial, ou é megalomaníaco. O artista? Não! Eu quis dizer as pesssoas. ========= TCHAU.
Trilha Sonora: FINAL HIT: Herbie Hancock, Cantaloupe Island.
trilha sonora do EDIT: Billie Holiday, Easy Living & Say it with a Kiss.

Dienstag, Juni 17, 2008

o importante é ser espontâneo.

Vírgula!

dê um grude no pagão

ESSA É A MINHA VERSÃO DE LARANJA MECÂNICA (O LIVRO) E POR ISSO NÃO VOU EDITAR, ACHO QUE O SENIDO ESTÁ NA EXPRESSÃO ESPONTÂNEA E NÃO EM PAPÉIS OU IMPRESSÕES.

RIAM< SINTAM-SE EM CASA. SENTEM-SE NA FRENTE DA TV.


(abobada mental quer passar abram alas) - sorriso, bico, rímel. simples.

Você também, quer ser alucinado mas tem nojo de poder o gatoe a revitsa perder. dêumgrude no pagão. enquadrado em cortinas de bolhas nas bexigas cheuas de dor e soda cáustica amrelo ouroda lua que vem após o nascer da prata na espada do cavaleiro noturnode.. saturno? UH? Bate-os-ovos na piscina das lágrimas verdes depoçoos artesianos na Amazônia.Enbgajada? modernistas? wuem se imortaConexãoOu textura leveza..ja nada mais importa..nem ponto nem vuirgurgul\ anme combinaçaod enada que nao seja a,pura contemplação do caosdomesticado e vívido das facetas do soooooooooooooooooom.aborigene, mutante,macro-simbi-ótico.epelho nas ma~ços de jovens em apartamentos decoradospelosurrealismode 1925;Rodas,trafos, bnebidas e de estragos de pelúcia.barbies em conjunto de estudantrs de m,edicina em vésperas de formatua.FORMA DEFOIRMA CONVOCO NVOCA TRIUNFA>

QUEm AQUI QUER TRIUNFAR?
QUEm AQUUI ENTEDEU ALGUMA COISA??
QUEM AQUI QUER GFAAAAZERRO OBSEQUIO DE FOCAR CALADO??
QUEM AQUI SE ABSTEN DA CRIRICA??
QUEM AQUI TRANNSCENBDEU>>>>> HEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIM??

HOMEM E ALMA CANSADAA????
AFUNDANDOI^^^^^???

QUALÈEEE
QUALE DESSA DE TEMPO
DE CALAR
DE PSSAR

CORPO
CHAO

AAAAAAAAAAAAAAH

SONO
é lógico
o sonoé aunica resposta

a compota questionável
das questões
ou

canções
tanto
faz


vopraz
atrás
adeus

trilha sonora do edit: Billie Holiday, She's funny that Way.

Samstag, Juni 07, 2008

Diálogo do dia ou literatura-blogal-com-recurso-fílmico

É manhã de domingo no outono de Porto Alegre. Um casal de jovens está passeando de 'pedalinho' no lago do Parque da Redenção. Eles estão ouvindo jazz no meta-celular dele, que repousa sobre o pseudo-painel de controle do barquinho pedalante. Ele diz que tem uma banda. Ela diz:
-Ah, legal. O que tu toca?
-Bateria.
-Ah, legal. Bateria deve ser difícil.
Ele responde, num tom natural, ajeitando o cachecol:
-Tudo é difícil. (e tira uma foto - de outro pedalinho, em ângulo inusitado.)
Depois chove como se fosse um momento crucial, como se fosse um filme do Woody Allen.

Gummo Pride

Assisti ontem Simple Men (1992) e Flirt (1995), do Hal Hartlay; seguem a linha contrária de filmes como Kids (1995) ou Gummo (1997) - adoro um pastelão rosa bebê com azul e jovens rebeldes-sem-causa, ou melhor, rebeldes-pelo-glamour. - mas Hal Hartley parece preferir bofetadas vigorosas - e ao mesmo tempo fraternas (pois só quem ama bate, afinal) - e dancinhas inusitadas. Destaque também para as questões existencialistas em bocas de pedreiros, policiais americanos, figuras que acham a virgem Maria muito cool, freiras fumantes e outros. Uma das afirmações filosóficas feita por um extravagante personagem do diretor (um criminoso com carência de afeto maternal), e que é como um jargão de Simple Man, é a de que não existe felicidade, a unica coisa que existe são desejos e problemas, "e quando temos um desejo, temos problemas, e quando temos um problema, não temos mais desejo". A estética é interessante, um tanto Sonic Youth, apesar de os videoclipes do Sonic Youth serem muito mais vanguarda, na minha singela opinião, em questões cinematográficas, do que esses dois filmes de Hal Hartley, em termos de composição plástica (decoração, fotografia, figurino), ali pelo fim dos anos 80 e início dos 90 (destaque para o jogo tosco de espelhos em Tunic. Aliás, este videoclipe inteiro é pura trash-arte da melhor qualidade). Mas, falando agora mais especificamente de Simple Men, o fato é que a tentativa de Hal Hartley, em geral, na minha opinião, fracassa. O estilo do diretor parece muito com o de John Cassavettes em A Woman Under Influence (1974); aquele humor negro arrastado, denso - um cinema, eu diria, para "sentir e não entender, entender e não sentir" -nas palavras de Mário de Andrade, sobre a literatura modernista brasileira. Mas gostei de Simple Man, no qual o diretor consegue se fazer entender sem maiores esforços intelectuais por um espaço maior de tempo e manter o humor por meio, por exemplo, das constantes bofetadas, digamos assim, "chiclete". As repetição ao longo do filme de takes de violência semi-gratuita (pessoas se esbofeteando por motivos torpes e a exaltação, por meio de diálogos, da contaminação da 'elevação do fútil' ao status de 'problema') não passam de uma tentativa de fazer comédia forçada, empurrada com um caminhão, quase. Ora, e o que é isso se não Tarantino ou, sei lá, qualquer outro pastelão? Como eu disse, Simple Man talvez se salve, mas eu ainda prefiro a linha de adolescentes problemáticos escutando rock'n'roll.

Mittwoch, Juni 04, 2008

Mother Nature

ha-ha-ha. Não sei da onde tirei isso, talvez seja a tal procura do estilo. Repetição? Começo a pensar que a resposta está na repetição. Na assimilação do maior número possível de influências e na absorção do sentido linear de seus respectivos comentários repetitivos. Sim, falo sério. A publicidade, a política e tudo mais que exerce algum tipo de influência, todos esses termos reducionistas, não passam todos de joguetes sincronizados de estímulo/resposta. AH, como eu odeio perceber. A percepção e a cobrança de afeto são opostos perceptíveis, O perceptível é um afeto for free. Será? Adoro quando cantam baixinho no meu ouvido, essas fadinhas vestidas de nerds-linguagem que nos trazem braços tatuados; de fé, de roupagem, de cola, papel tesoura em tela plana. Não sei. Talvez ex-seis, ou nove. É preciso haver uma regra, única certeza. Last chance. BLéééew.

[me poupem de seus roteiros para 'curtas' e seus 'artigos' homofóbicos. Ora, estudem PSICANÁLISE, garotos sooofine.]

a well respected girl

Querida,
'Não te preocupes, eles só estão fingindo que se divertem', diz uma senhora ao seu gatinho, observando, da janela, as crianças que brincam em balanços no quintal. Algumas gramas são verde-fosforescente, cor do quarto da garota do flickr, também. E eles são todos tão bons também, os rapazes nas letras dos Kinks; são tão saudáveis de corpo e de mente. Seus cabelos quase sempre conferem identificação de sooo fine. E eles são tão sinceros em seus machismos de postar mulheres nuas em filmes desconhecidos do grande público. Ok, vamos nos organizar. Eu falo, de tudo isso e de um pouco menos, um tanto micro, entende? um macro buraco na estrutura textual pode ser uma lei física, quem sabe? Na finaleirada Poética? Um post de roubos. Vou trocar a música. Quem sabe um dia eu consiga me libertar (...) Prefiro Barry Louis Polisar a Buddy Holly. Não sinto saudades e tão pouco tenho orgulho disso. Acho as gaitas meigas. Suponho que saibas tudo isso, me arrepio de pensar que não. Alguém tem que saber. O sangue precisa ser retirado das camisas uma hora ou outra. De manhã ou de tarde, ele não sabe. Mas ele não sai. Uma hora sai. Por isso, fechei as portas.

Amor infinito,
Gabriela.

Dienstag, Mai 13, 2008

os demônios tomando o carro de frente OU deus, livrai-me do espírito intelectual

Odeio todos os jovens que igualmente sofrem, em inúmeros apartamentos com internet domiciliar afora, ao escutar uma canção de David Bowie. (...) Suspiro. Me igualo. Me odeio como representação e como angústia de reconhecimento. Reconhecimento de minha impotência diante da música pop, do café vanilla, das mega-corporações, das maquinarias elétricas e do sistema público. Me aflige não ter uma opinião formada sobre a privatização das empresas estatais. Me aflige receber o email de um professor desesperado atrás do aparelho Ipod que esqueceu na sala de aula (recarregando-na-tomada-da-universidade-pública), mas me aflige também a hipocrisia dos discursos politizados. Me afligem os colegas usando aspas com as mãos; Isabella Nardoni e Cristhiane R. na prisão de Caras; a pornografia do terror. Me afligem os professores procurando respostas nos olhos de alunos drogados pela alienação massiva do ego. Me irritam as divagações, mas não posso me livrar delas, isso seria uma separação daquilo que não lembro mais; renunciar ao sonho, à dúvida, ao irreal e incerto. Me desvencilhar daquilo que não compreendo e não possuo, disso sou incapaz. Portanto sigo aqui divagando, dizendo o que tem que ser dito, pois quando se tem nada a dizer, não se diz nada.

Donnerstag, April 24, 2008

grande descoberta

o que eu penso e sinto não é literatura/ é necessário manufaturar a palavra.


mas aqui só o caos domesticado sobrevive.

larguei os filhotinhos no mundo, sem jamais me sentir responsável pelo que se tornariam; como todo filhote de mãe desleixada, tornaram-se monstrinhos repugntantes em sua insignificância. agora, como toda e qualquer mãe delsleixada que contempla os filhos-adultos-resultados miseráveis do passado, só me restam os conselhos e, portanto, digo apenas que se um dia eles se aventurarem a voar como pássaros, que aprendam a cair sozinhos como gatos.

(...)

mas talvez eles sejam paraplégicos. ou surdos.

Q?

nada. sempre nada. besteira reinante. diarizinho ordinário.

ADEUS.

[ processo de abandono ]

------------estou me desvencilhando desta página morta. respeitem minhas tentativas frustradas. e tenham tédio, muito tédio de mim. obrigada. e adeus-----------------

Mittwoch, April 23, 2008

das letzte wort

Acabo de encontrar, depois de contemplar a tabela de casos da língua alemã,o grande mote da minha personalidade: a contemplação. Tenho notável talento para a arte de ver e me auto-alegrar com as cores e as variadas formas e contornos que podem assumir os meus objetos de contemplação; sejam eles palavras, números, desenhos ou fotografias. Enfim, natureza viva ou morta, organizada ou caótica. Contemplo o caos e ambiciono o bem supremo-impossível. O excesso de contemplação também me faz confusa na tentativa de estabelecer contato e me fazer compreendida. Sinto que nesse texto estou melhorando no processo de transformar tal deficiência em uma vantagem, quicá a maior vantagem, quem sabe meu maior trunfo. Enfim, acho que passei já demasiado tempo contemplando as reflexões demontradas nas frases anteriores. Começo a me confundir. No fundo é sempre o medo; o medo, a culpa e a timidez; trunfo da auto-ajuda e afinal qual o problema? É que ás vezes, assim, no meio do processo criativo, me dá essa vontade de falar em toc-tocs, como se estivesse a fazer música no teclado. Porém o ritmo dispersa, assim como essa vontade de escrever e compartilhar me dispersou da tabela de casos da língua alemã. Como resolve? Voltando. Ir e vir, navegar é preciiiiiiiiiso, viver não é preciiiiiiiiiiiiso; acho que foi o Caetano. E sim, viver não é preciso, no sentido de 'definido', 'exato'. A precisão está na lei do eterno retorno. 'Bem delineado'? Tudo bem, desculpa, já estou nitidamente me dispersando. Peraí. Desculpa? Vocês estão vendo? Medo ---> Culpa -------> Timidez. E pronto, sempre acabo um post como esse assim, tímida. Ou auto-sugestionada. Me sentindo uma chata. E agora já me dá vontade de colar aqui uma frase qualquer da Billie Holiday chegando aos meus ouvidos-soulseek-media player. É a maldição da internet domiciliar no Brasil. Porto Alegre? Não é o problema. 'The problem is you'; sim, Sex Pistols. Eu e minhas citações. Mas, voltando a timidez acho que definiria tal sentimento como um vício necessário, pois é funcional no processo de aceleração do desenvolvimento místico-interior.
Q?

[...]

Reflitam.

Dienstag, April 22, 2008

cometa

explode, BUM! fere, atinge, mata. meus cometas só querem voar e voltam só depois do pico, vertiginosamente. meus cometas são rosa pink com bolinhas roxas. chega de cores, de amores, de rimas. ai, chega. chega de tudo isso. tudo tão vão-vazio e solitário. chega de inútil, let's pretend we are dead. let's pretend qualquer coisa mas vamos sair daqui; aqui não tem futuro, não tem graça, não tem pequena alegria cotidiana, é só desgosto e nem sequer enxuto. é só margem e ainda tem que arrancar os fiapos que sobram depois de arrancar do caderno. os restos, malditos restos que não buscam só lotam e esgotam. engasgam. gotejam. fama e divórcio, lua e jangadas, ai, tanto faz qualquer um desses, qualquer imagem, palavra, representação. tanto faz se azul ou fevereiro, sabe. tanto faz, você não está aqui, nem nunca esteve; almejada inspiração epifânica. e impossível. aqui. em mim. adeus. removo. recolho ao controle remoto. ESC? DEL. I don't care, I don't like, I don't cook. I'm a mess and so are you. Vamos nos manter distantes e calculistas, o mundo novo é assim. Boa sorte, de coração, e dedos gelados.