Donnerstag, Mai 28, 2009

não é por acaso

que esse blog é preto. caixinha preta navegável, que lama!

imagens imagens imagens

sempre deterioradas, meu bem

sempre deterioradas

pq você não está aqui agora?

pq pq pq

solidão

nem sempre é produtiva

sempre boa

mas nem sempre

produtiva

como convencer as almas

produtivas

a ficarem sozinhas?





ah, meu bem

elas sempre estão, né

e elas adoram, né

as almas artistas

elas aaaaaaamam

a solidão



ai eu sei

eu sei que a resposta

pergunta

meio

fim sei lá

mas não é

com certeza não é

ANIQUILAR

e sim

LEVANTAR

talvez não

CRIAR
PRODUZIR

mas

LEVANTAR

o que quer que seja

nem que sejam

DESTROÇOS

entende?



é claro que não.

ah, meu bem
meu bem
é um personagem
ficcional
pra quem eu posso
dizer
eu te amo
eu te amo
oh meu bem

e quero
ficar leve
pra você
me
LEVANTAR.

droga.

ninguém me entende ou será que sou eu que não entendo que o que as pessoas entendem de mim sou eu?

quanta filosofia barata!
quanto palavreado riponga!
quanto preconceito nos meus dedos-teclado!
quanta amargura em uma só mulher!
quanta mulher em uma simples criança!
quanta criança passando fome
e eu aqui passando o tempo
quanto tempo passando
e eu aqui ruminando
endeusando
poeiras vãs
de estradas que nem
importam
se vai
se vem
onde chega
será que alguém sabe
o que importa?
será que alguém se importa
quando outro alguém diz
verdade é
verdade não é
a ficção não é
a única verdade
a poesia não é
salvação


a minha coragem
que coragem
desperdiçada
quanto erro
em afirmar
afirmar
FIRMAR
é tudo tão solto
tão fluido
tão leve
para a minha
essência
terra
cravada de postes
de luz
internet
placas
placas de
PARE
pare de pensar
pare de amar
o pensamento
isso mata
isso mata o amor
paradoxo
paradoxo
contradição

quem se importa
destruir ou criar
trabalhar ou viver
POR DEUS
PAREMDIVIAJAR
vamos parar um pouco
hein hein
vamos tomar um chá
vamos trocar impressões
de pele
ah
que saco
vamos a lugar nenhum

alguém aqui quer ir a algum lugar?


assim
ninguém vai
ok
não tem um fim
não tem um fim
tudo é relativo
tudo é relativo

e relativo
é um conceito
que não te deixa
não te deixa
fazer o certo
pq
o certo
também é relativo

POR DEUS
é claro que
eu não acredito em
bem/mal
certo/errado
vida/morte
POR DEUS
os fins são meios
já dizia alguém
não sei não sei
azar
eu digo mesmo
eu sinto mesmo
e bebo
e fumo
palavras
e sou violenta
com as palavras
só com as palavras

DIABOS
ninguém percebe
que não pode haver
maldade
quando há
pensamento?
ninguém percebe
que não há caminho
possível
quando simplesmente
não há
MALDADE?

vamos parar de colocar conceitos em tudo?
vamnos parar de escrever, quem sabe?

pq não é possível
realmente não é
possível
continuar assim
com todas essas possibilidades
inúmeras
incontáveis
esplêndidas
boiando
num mar de
petróleo
rico rico
o petróleo
e denso
e grudento


GGGGRRRR
the girl done wrong again.


sempre errada
meu bem
tu tá sempre errada
pq tuas certezas
são de petróleo.

sai daqui

pq vc n gosta nimim eu num cussigo istudah, pq vc num gosta nimim eu num cussigo parah difumah, pq vc num gosta nimim pq pq pq

------> o pq abreviado em minúscula é a figura mais linda que existe: um p de frente pro outro, uma pergunta confrontando outra pergunta, essa é a pergunta de todas respostas.



tal tendência de transfiguração da linguagem escrita tradicional às vezes pode revelar um caráter pretensioso e egoísta, outras pode ser um pedido de liberdade mesmo, mas não sei, tem que sentir. será que sentir errado pode? não, acho que não existe sentir errado, a gente-sente e pronto, tá ali, latejando visceral. sentir é verdadeiro, genuino e revelador. linguagem é transmutação. nada me pesa mais que esses dias de relfexões ocas que não se reconhecem não se reconhecem não se reconhecem.

pq pq pq -----> é tudo uma questão de deixar as perguntas frente a frente. uma hora, de tanto encarar a dúvida, rola um reconhecimento, na falta da inteligibilidade. inteligibilidade, céus, que palavra feia.

i'm so ugly but that's ok cause so are u

when i say i'm in love u should believe i'm in love, L.U.V.


MENTIRA.

jamais acreditem em mim, muito menos nas minhas palavras, o que talvez seja a mesma coisa pois somos palavras; palavras pipocantes nas lembranças, cheiros, cores, mortes, vidas, recaídas, ressacas. o olho do boi no menino pelado na esquina de uma abelha morta que caiu na rua da amargura depois de chorar as pitangas em berço esplêndido. cristaliza sentido, cristaliza. toma meu ar, meu discurso, meu verbo, meu boom-boom-chega, chocolate, pão, whisky, não quero, obrigada, que venha a purificação, que venham os dias de HARD YAKA e que mastiguem por mim todas as velas escorridas que eu não pude. queima lento como cêra de vela dos 30 dias com cheirinho bom. tempo tempo tempo isso aqui não é música do patu fu. tempo tempo tempo chega uma hora que não dá mais pra adiar, de que te serve essa latência débil de monge fake moderno? de que te serve essa pressa de cabelos self-picotados? o cabelo tem que ser BI-tocado. A bituca tem que ir pro lixo e não pro chão. tá tudo errado tudo errado tudo errado mas vamos nos acalmar, meu povo interno da mente e do coração e do estômago, vamos nos acalmar que assim como tudo cansa tudo também se renova e por vezes passar o tempo significa também passar as bases para um novo momento. os feitos de palavras.
-
-
---> MIM ficcional, essa não é minha voz <-----
-
-
chega, deu. passou; focar no profissional. ache a sua felicidade no trabalho ou talvez nunca a encontre, me disse a orkut.
-
-
estaremos escrevendo que estamos escrevendo diretamente em um corpo de texto blogal, sem tempo de reflexões, ajeitações, fakeções, tentativas de aplaudíveis-ções. eu deveria, eu deveria me esforçar mais, mas eu não quero. não aqui. não pra ti. fikadika.
-
-
não existe nenhum TI, meu TI é ficcional, também fikadika. parem de se enxergar onde não estão, hard yaka meu bem. faz bem.

< rasgos

não conseguiria escrever nada hoje que não fosse assim meio rasgado; eu juro que tentei, mas não deu; eu queria contar que esqueci-ontem-meu-casaco num lugar da noite e hoje quando fui buscar, era um lugar do dia; um lugar de ressaca; fedido e menor. o dia não é menor que a noite e eu tenho que parar de tentar medir qualquer coisa que não seja concreta. concretude, concretude, mensagem, fluência, conteúdo. não consigo, tá tudo rasgado; como se alguém tivesse rasgado com tesoura mesmo, sabe? é como pegar um instrumento pra fazer a coisa direita e fazer a coisa esquerda. é uma roda que gira ao contrário querendo sem sucesso sem sucesso achar o sentido primário das essências, como estudar a subjetividade da linguagem; a pressuposição de poder por parte de um falante quando o usa o imperativo,

SAI >

a vontade humana inserida em todas falas/discursos/palavras. tudo SUB >, tudo meio underground, tudo meio morto-vivo, meio sem clareza, sem calor e sem selvageria. tudo meio sem graça como um dia de sono e vontades amenas.

Montag, Mai 25, 2009

eu já passei por coisas horíveis

ainda bem.
pq quando elas acontecerem
de novo
eu já sei
exatamente
como é.

não tudo
mas um pouco

always good to know your enemy
STYLE
depensar

ou
idolatriamacabramedodemim

me afastarei

de tudo que me atrai
por favor
me compreenda


GOD
protect me from what i want

eu quero
o altruísmo
o altruísmo
fazer o bem
pensar o bem
pensar no astronauta
na lua o astronauta
de bengala no sol
o astronauta
num tubo
de aerosol

HAHA
(brinks)

rugas e espinhas

- Espinhos, né. Na real, espinhos.
- Como assim?
- Ué. Espinhos repelem, não repelem? Espetam, afastam. Aquele afastamento rápido, de espanto. É isso que eu quero dizer; as espinhas e as rugas repelem a atração física alheia que tu poderias despertar.
(...)
- Tá. Não foi isso que eu quis dizer. Eu quis dizer que tudo isso que tu disse, sobre "rugas e espinhas" serem duas palavras que resumem a nossa idade, tudo isso tem a ver com decadência também. Não somos mais lolitas, sabe. Mas somos tipo velhas e imaturas. Foda-se também.
- Não é bem assim. Tu sabes muito bem que todo homem interessante e inteligente gosta de lolitas. É quase um clichê. E então, realmente, foda-se, quer dizer, a gente se fode, pois morreremos curtindo homens interessantes e inteligentes.
- Talvez isso signifique que eles não são (sejam?) tão interessantes assim.
- Sim, eles são. Não te enganes. Eles só são HUMANOS.
- Sim. Todo mundo muito humano. Na real, eu disse a mesma coisa que tu: talvez eles não sejam tão interessantes, eles são apenas humanos.
- É.
(...)
- Quer café?
- Não. Já tomei muito.
- Quer um whisky?
- Não, obrigada. Não fumo e não bebo.
- Sério?
- Sim.
- De que signo tu és?
- Peixes.
- Estranho, Peixes é o mais drogado do zodíaco.
- Pra ti veres.
- Tu deves ter algo muito bizarro no fundo da alma.
- Rá.

Sonntag, Mai 24, 2009

Wie ein Mensch sprechen

[falar como gente.]

Dear friend Goo,

Eu às vezes acho as pessoas muito idiotas por não atinarem coisas do tipo colocar uma frase no Google. Eu então fico me sentindo muito esperta por atinar e me considero uma pesquisadora muito ágil. Eu não sou. Eu não sou nada demais. Ninguém é nada demais. Talvez seja tudo uma questão de humildade, talvez o verdadeiro e genuino amor esteja na humildade. Mas onde fica a humildade? No coração, junto com os outros sentimentos sensíveis? Ou na mente, adquirida pela sabedoria? Nos dois ao mesmo tempo? Inter-cruzamento?


Eu acho que a minha angústia não me deixa decidir. Eu acho que vozes sussurando palavras que não compreendo são o bastante para tirar o meu foco. Acho que não consigo pensar em NADA. O grande mote da manutenção do foco quem sabe não seja essa capacidade de simplesmente pensar em NADA. Paradoxo, não sei. Fato é que encontro barreiras no meu caminho em direção ao foco. Encontro barreiras quando tento atravessar minhas emoções pessoais para atingir quem sabe essa humildade necessária para se sentir toda a humanidade NUM SOH CORASSAUM. E tudo que é feito com amor precisa de humildade, eu acho. Quando fico nessas fases muito egocêntricas, dear Goo, não consigo sentir amor. Eu sinto só angústia e não gosto de trabalhar com angústia e então eu sofro.

Eu sei, eu sei. Não quero fazer terapia online, ou talvez eu queira. Não sei. Eu acho que minha angústia não me deixa decidir.

Eu acho que é tudo culpa do meu ascendente em aquário que desfoca todas as capacidades de perseverança e trabalho duro capricornianas. Mais a nostalgia da lua em câncer. Ah, não me xingue. Eu não entendo nada de astrologia, eu só ACREDITO. O meu misticismo é meio assim mais uma crença. Ou uma vontade de ter uma crença. Na verdade, acho que simplesmente MEU MÁGICO DESPERTOU é uma boa frase pra definir meu misticismo.


Preciso me livrar dos bloqueios
das travas
bibi
buzinas
nas curvas
são liberdade
na verdade um grito
de romper
fronteiras

mas só uma fronteira
rompe outra fronteira
rompimento
ou talvez barreira
seja melhor
mas o infernal
é que tudo rima
mesmo quando não quer

e eu não quero
não quero,
eu juro.
acho que a saída
talvez seja
fechar
e não abrir

como uma costureira
uma costureira
do amor.

Samstag, Mai 23, 2009

é tão difícil

hey, hey, fácil é uma palavra que não pertence ao vocabulário adulto; o adulto é um universo que não pertence ao vocabulário dos sonhos; hey, hey, é tão difícil te abrir onde não é sonho, onde não é alma, onde não é assim escondido, abafado no fundo de uma vontade que não se sabe onde fica; se no estômago, na mente ou em ti, coração.

senhorito coração, deita aqui, me deixa te esfaquear, te levar um leite morno depois na cabeceira de um hospital qualquer em oklahoma u.s.a, oklahoma u.s.a. -

me deixa juntar teus pedaços pra fazer meu tapete-obra-da-vida, um tapete de retalhos, um tapete de vermelho-rasga-sangue, um tapete só pra ti pisar, senhorito coração. -

é tarde, é tarde, é tarde. e eu tenho vontade, ah eu tenho tanta vontade, mas é tanta tanta que ela se perde em si mesma e já não sabe onde fica, se no estômago, na mente ou em ti.

coração, coração: me escute você ANTES, pq você não me escuta? gritos de dor e de euforia não são iguais? coração, coração, não consigo te alcançar a não ser assim numas linhas bregas que dançam num teclado de plástico.

é tão triste assim a BUSCA? a gente sempre tem que se sentir assim tão fragilizado, tão exposto, tão abobado? porque tem que ser assim e já não foi quando tinha que ser? cadê a minha infância de porões amontoados de brinquedos que não estão lá? cadê meu relógio das horas de ouro, meu ouro de prata e marfim e buscas em lápis de pontas quebradas quebradas quebradas, as pontas que não param de quebrar e não adianta, não tem apontador que resolva pq é por DENTRO, e quando é POR dentro, não adianta resolver pela PONTA, tem que resolver pelo MEIO, mas nada se resolve pelo meio, tudo tem que ter um início e um fim.

uma obsessão é um meio; uma obsessão não é possível ter duas pontas, ela não tem início nem fim, ela é abstração e por isso é meio, pq as abstrações inspiram, ajudam, matam. tudo que inspira é nascimento e morte quando incorpora o desejo.


nada se resolve com obssessão, é preciso achar o fim e daí o chão, que é o meio, entre o céu e o oceano. eu só quero o meu meio, me dá o meu meio, me tira daqui, eu sei, tá tudo tão perto, tão claro, pra que escurecer se torna mais difícil o que já não é simples? a simplicidade e os impedimentos andam de mãos dados, pois que a falta de adornos limita o ser essencialmente selvagem que sente a ENERGIA na busca que não se completa não se completa não se completa. e a verdade é sempre que: estamos sempre pulando no trem de outro alguém.

pulando
pulando
pulando

até encontrar o chão no fundo do poço mas
no fundo do poço tem uma mola
tem uma mola
comprime
solta
comprimidos
saltam

remédio
remédio da alma
da alma é o ritmo

no ar está a energia que não se vê
virtual
magnética
solta
compressas de erva
para a solidão.

Donnerstag, Mai 21, 2009

sonic youth PLAY neil young MODE on

uma imagem vale por 93 palavras, no máximo. uma palavra vale por qualquer coisa que intencione meu desejo condicionado por letras insanas em vozes que não reconheço. vozes, choques, encontros. para-choques. para-ter-vontade-deficar. para achar abrigo. uma imagem vale no máximo 55 toneladas de voz rouca. uma voz rouca vale tanto quanto um pé pequeno. eles querem levar meu chocolate embora; um chocolate vale mais que dois quilos de sal.
-
-
-
o tempo de consumo de dois quilos de sal é o tempo necessário para conhecer uma pessoa. nunca diga nada a respeito de alguém antes de dois quilos de sal. ou diga. quem sou eu pra dizer. quem sao as palavras, porque eu preciso que elas combinem e porque elas se combinam sem que eu queira. porque o rocknroll is here to stay. fora no azul, mergulhando no negro. como é bom pensar em cores, que sutileza de arco-íris confessional é pensar em escrever colorido. amarelo é o meu sol nascendo que desce laranja e eu quero sempre que fique roxo. roxo é fim, rosa é fim. meu casaco é azul. a laranja está verde. meu médico está de férias e eles querem levar meu chocolate embora. que levem, que levem, que levem. o problema todo é que uma despedida vale por 10 angústias e 10 angústias valem por 10 medos, que desvalorizam o arco-íris.

=

Eu queria ter sido cantora ou um pássaro automático. Eu queria voar, cantar e turn off ao invés de comer, sofrer e dormir. Na verdade, eu nem sofro tanto. na verdade, é tudo uma questão de entender o subjuntivo, quando ele não está lá. Uma questão de entender qualquer coisa que não está lá a partir de sua não-existência e pressuposição. Tudo é projeção, tudo é conceito mas, ainda bem, tudo é também música. E música é amor. E eu sou amor, do teclado ao mouse, da agulha ao arranhão. Um arranhão vale por 12.389 discos.
=

Cansei da matemática gramatical, cansei de fazer sentido sem fazer sentido e o tempo e a memória são os reguladores do sentido, então meu tempo/memória tá bem descompassado. Q que eu ainda quero nesse blog? Pq não um word amigo? Ah, não quero saber também. Vou chutar o balde, mesmo que o balde esteja vazio. E aí não faz sentido, chutar o balde vazio. O sentido é DERRUBAR, fazer ESTRAGO, MOVIMENTAR O EMPIRISMO. Eu não faço sentido, mas a hora misteriosa faz. Eu estou bem feliz pq partirei pra ela agora. O tempo é o regulador do sentido e as horas são os ponteirinhos do sentido. Eu tenho que aprender a lidar com esses ponteirinhos. Odeio setas. Odeio que me digam o caminho. Odeio essas coisas assim bem bobas, então esqueça sobre eu te odiar, dear friend GOO.


GOO GOO GOO
Magia de UMBÚ
sufoco de tetas
murchas
na casca
da uva
azeda


SHOW ME SHOW ME
some some some some
desaPARECE
com a lua branca que reluz
e
as estrelas de grossos pingos
internos
movendo-se
no universo cósmico
dialetal
em direção
à lua
pingando
sangue estelar
morno
visceral
que nem chá
da tia obesa
mórbida
que guarda jornais
e caixas e papelões
e castiçais
e depois vai dançar
um tango
no salão
sozinha
com os casais.



dance this mess around
any ground
to be found

DEUS sensacionalista na veia
é como chuva de ameixa
num céu de bananas
e queixas
e bolos
e doces
e confusões
insanas

Mittwoch, Mai 20, 2009

nada demais

Vejamos. Eu quero escrever. Eu preciso apresentar a minha tradução. O nome do conto é "Ich schreibe kein Buch über Kafka", de Wolfgang Hildesheimer. Hildesheimer é um cara bizarro. Ele trabalhou como tradutor nos Julgamentos de Nuremberg, em 1945, aqueles julgamentos dos criminosos nazistas. Ah, vocês sabem. Enfim, ele era tradutor e escritor. Além do que, fazia parte do Gruppe 47, uma associação literária pós-guerra que pretendia ensinar-democracia pra Alemanha pós-guerra e toda aquela coisa. Literatura engajada não é muito a minha praia. Então, o meu conto, "Eu não estou escrevendo um livro sobre Kafkä" é da fase surreal-fantástica do Hildesheimer. Quais foram as minhas dificuldades tradutórias? Em primeiro lugar, a árdua tarefa de encontrar uma tradução em espanhol no Google, que me ajudou deveras na parte do nó mental. Eu quero dizer, na pior parte, pra mim, de aprender alemão: organizar a estrutura da frase alemã (eu diria OSMOSAR a gramática) na mente. A ordem da frase, no alemão, é insana para nós, brasileiros. Eu juro que, pra mim, é equivalente a um cálculo complexo cheio de conjuntos. Eu diria que, inclusive, as gramáticas em folha de língua alemã, com suas belas variedades de tabelas, são como livros de cálculo. Eu acho lindo. Eu acho que ajuda a pensar, esse raciocínio matemático. É o meu CHÃO. Mas, como eu ia dizendo, a versão do conto em espanhol me ajudou muito. O espanhol é, em geral, uma língua mais afetuosa conosco, brasileiros. Eu gosto de Espanhol, acho carismático. Bom, seguindo com a tradução (importante usar sinalizadores de reintrodução do discurso, oi-professora-de-sintaxe) , a segunda dificuldade foi me certificar de que o autor sobre o qual o narrador do conto escreve (já que ele não está escrevendo um livro sobre Kafka e não é porque é sobre Kafka e sim porque todo mundo que ele conhece está escrevendo um livro sobre Kafka e não um livro só mas sim cada um escrevendo o seu próprio livro), chamado Ekkehard Golch, realmente não existe nem nunca existiu; o que eu já desconfiava, pois sim senhor, eu já li Pierre Menard autor de Quixote, do Borges. Mas me certifiquei. Interessante também que o Hildesheimer era escrituário e viveu a vida toda na mesma cidade, e aí ele escreve esse conto que é sobre um cara que morou a vida toda na mesma cidade. Colo a minha tradução deste trecho:
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Golch, que morreu em 1929, com 82 anos, foi durante toda sua vida – com exceção de uma juventude sem fatos dignos de nota – professor catedrático em Almünzacht, cidade na qual nem mesmo os trens expressos paravam. Esse fato, menos do que sua indiferença por qualquer espécie de mudança, foi o motivo pelo qual ele nunca abandonou essa cidade e dedicou sua vida inteira, com incansável concentração, à confecção de sua obra. ( Meu capítulo “Viagens interiores” trata de tais fluxos de pensamento, mas chega a um plano que extrapolaria o curso desta pequena justificação.)
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E o original:
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Golch, der im Jahre 1929 sechsundachtzigjährig starb, war zeit seines Lebens - abgesehen von einer äußerlich ebenso ereignislosen Jugendzeit - Studienrat in Altmünzach, einer Stadt, in welcher Schnellzüge nicht halten. Wohl weniger dieser Tatsache als vielmehr seiner Gleichgültigkeit gegenüber dem Bereich der Abwechslung ist es zu verdanken, daß er diese Stadt niemals verlassen und sein Leben mit unermüdlicher Konzentration seinem Werk gewidmet hat. (Mein Kapitel «Innere Reisen» befaßt sich mit diesen Gedankenvorgängen und verfolgt sie auf einer Ebene, welche den Rahmen dieser kurzen Rechtfertigung sprengen würde.)
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Gedankenvorgängen (gedank.=pensamentos/vorgang.=processos) virou "fluxos de pensamentos" por questões estéticas. As literais "viagens interiores" eu queria trocar pra "viagens introspectivas", mas achei muito ousado e deixei assim mesmo. As aulas de tradução podam afu minha ousadia, e isso pode ser, sim, um manifesto. Acho que essa seria minha terceira dificuldade. Eu tenho 5 minutos para apresentar minhas dificuldades, então acho válido uma por minuto.
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A quarta dificuldade foi então descobrir se James Boswells existiu - James é o cara sobre quem Golch escreve e que, pra minha surpresa, realmente existiu e foi mesmo o biógrafo de Johnson, o imortal lexicógrafo, também citado no conto. Então, concluindo, Hildesheimer escreve um conto no qual o narrador está escrevendo a biografia de um biógrafo imaginário que escreve sobre um biógrafo real: o Johnson, que era lexicógrafo mas teve que abandonar os estudos e trabalhar como tradutor para sobreviver. Traduzindo para comprar o pão de cada dia; que coisa, não? Será que traduzir é sempre tão assim last-chance (xenomania afu)?

A Wiki também me contou que o tal Boswells foi deprimido durante a infância porque a mãe era calvinista e o pai muito frio com ele; e que o tal Samuel Johnson é o autor de uma famosa frase: "O patriotismo é o último refúgio de um canalha". Mas ainda preciso estudar mais sobre ambos, antes da apresentação, que é sexta. E agora são duas da madruga e amanhã eu tenho aula às 7h30. Mas enfim, só indo pra última dificuldade, que meio se entrelaça na terceira: eu queria muito traduzir o título do conto par: "Isto não é um livro sobre Kafka", para remeter ao cachimbo do Magritte, já que a temática de todo esse livro, "Liebelosen Legenden" (histórias de falta de amor) é surreal e tudo mais. Mas eu acho muito ousado. Será? Bom, só queria compartilhar um pouco, o resto acho que seria muito complexo, então encerro com uma tirinha do amigo Sieber que me odeia:





Beijos para schlafen.

Mittwoch, Mai 13, 2009

angústia

"People don't really matter," he said, rather unwilling to continue. The mother looked up at him with sudden, dark interrogation, as if doubting his sincerity."How do you mean MATTER?" she asked sharply."No many people are anything at all", he aswered, forced to go deeper that he wanted to. "They jingle and gigle. It would be much better if they were just wiped out. Essentially, they don't exist, they aren't there."She watched him steadly while he spoke."But we don't imagine them," she said sharply."There's nothing to imagine, that's why they don't exist."
(D.H. Lawrence, "Women in Love", 1921.)
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Pois é, tô lendo esse livro. E ando escutando Vanguart de novo. Aquela pilha "é palha, mas eu curto". Ok, me deixem no meu quarto à vela, obrigada. Eu ando com angústia de não-quero-ir-não-quero-ficar. Eu ando com angústia de coisas escuras e que se movem, ando com vontade de não ser eu. Que importa é o que me parte em duas cidades, que me faz acordar de manhã? Não sei mais. Eu nunca soube. Ah, e eu tenho tanta vergonha de dizer. Andei lendo umas coisas sobre a não-realização de idéias borbulhantes e consumadas; esperando por uma alma capricorniana sem crise. Tô falando de produzir, tô falando de sermos conhecidos por aquilo que produzimos, sobre a nossa aparência ser totalmente baseada nisso. Realizar? Ah, ter idéias é tão mais divertido, enrolar é tão mais divertido. Essa minha escrita de mulherzinha toda enfeitada sem conteúdo acho também uma graça, às vezes. Outras não quero mais. É tão difícil entender o que eu escevo? É tão difícil entender Saussure? MAN, não é pra entender. Simplesmente essa é a chave: entender que não é pra ser entendido. Tão difícil sentir? Pô, é sempre pra ser tipo PISTAS do meu coração. Ah, eu tenho tanta coisa pra fazer e eu ainda me sinto tão ridícula por ocupar esse espaço, mas eu preciso desocupar o espaço da mente no qual a angústia passeia meio com pressa meio com tédio de sair. Daí eu dou assim uma forcinha. Ah, eu não quero ir embora, eu quero ficar aqui onde estão as pessoas perdidas em si mesmas com vontade de se encontrar nas sutilezas mais lost-art-of-being-silly, sabe? Ao mesmo tempo, eu quero produzir. Eu quero fazer. Eu quero ir.
Ah, que coisa de fumeta.
Tchau.

Donnerstag, März 19, 2009

violência e força, novos ângulos

Assisti hoje 'Knalhart', do diretor Detlev Buck (de 'Aimeé & Jaguar') curiosamente protagonizado por ninguém menos que David Kross, o jovem Michael de 'Der Vorleser' ou 'O Leitor', que tanto anda incomodando os críticos de cinema alemães. Michael aparece na imprensa cultural alemã deixando uma áurea de jovenzinho babaca e um adulto eterno adolescente.

Vamos falar David Kross, de 'Knalhart' ou do polêmico 'O Leitor'? Difícil escolher, pois fico na verdade hipnotizada pelo assunto David Kross. Não é segredo minha queda 'born in 1990'. Fico tão vidrada naquela beleza inocente e limpa, que me ofusca o propósito de uma avaliação mais, digamos, NÃO-CONDICIONADA do filme. O que é uma besteira, já que tudo é condicionado e nada é original, já dizia a professora de Semântica do Texto. Mas enfim, só quero dizer que minhas partes preferidas de ambos os filmes são as protagonizadas pelo mancebo David Kross. Nada mais. 'Knalhart' me lembrou 'Kids' e me lembrou 'A outra história americana'. além do inevitável leonardodicapriano (esse não curto, nem o ator, nem o filme) 'Diário de um adolescente'. Sempre saio chocada quando me deparo com um filme que retrata aspectos da vida adolescente masculina que garotas desconhecem empiricamente; e, fazer, com um filme, um a mulher sentir dores de um garoto adolescente é, no mínimo, bonitinho. Então, eu gostei do filme. Também pela trilha sonora, que tinha até Beck, e umas coisas alemãs meio punks, meio bobocas-faceiras, que preciso procurar. Eu saí do cinema me sentindo o David Kross. Difícil explicar. Antes do filme eu estava bebendo uma coca zero na frente da CCMQ quando um mendigo disse 'medá o refri?' e eu dei, e ele ficou tomando com uma cara de RÁ RÁ vou tomar tudo olhando bem pra tua cara, e me perguntando coisas dotipo 'tu GOSTA de coca zero?','É bom, né?'e eu 'Arram', e ele 'Tu vai lá no Bambu's né? Já te vi lá. Tu não vai no Opinião né, vai o mesmo pessoal lá do Bambu's' e eu 'Bah, não tenho saído muito' e ele 'Ah, tu estuda né.. E trabalha né.. Pois é.. Eu também estudava.. Eu também trabalhava, mas eles não quiseram me ajudar e agora então eu quero EXPLODIR eles'. Eu queria falar 'É, acontece', mas nada eras ser sarcástica com mendigos. Enfim, curioso que esse diálogo tenha ocorrido bem antes de eu assistir um filme de violência e tal. Na verdade, curioso também que em outra sala estava passando também um filme sobre violência teen, mas francês, e com meninas.

Finalmente, a richa dos alemães com 'O Leitor' (tanto o filme quanto o livro, que saiu em 1995; curiosamente final do mandato de Kohl, chanceler alemão que ficou maisde 15 anos no poder), é que a historinha do filme, segundo eles, coloca no mesmo nível de gravidade as dores do coração e as dores do nazismo; ou seja, não é um filme que PUNE o bastante, no caso, as atrocidades em questão (Hannah ter deixado mulheres queimando até a morte e ainda sair meio de musa, meio de boazinha + o juíz um tanto passivo). Eu entendo que eles acharam que o filme pegou muito leve com a personagem da Kate Winslet. E que eles acham meu muso um babaca. Recorrente na ficção e na vida.

Sabe, eu ando até com medo de falar essa palavra, 'nazismo'. Parece estranho que na Alemanha ainda seja tabu falar sobre isso mas, em termos de história, precisamos reconhecer que é um trauma bastante recente. Isso se reflete não só nesses filmes que assisti (que dão a impresão de não relaxarem e gozarem jamais) como também no preconceito das pessoas em relação à língua alemã, a qual consideram 'ríspida', 'dura', etc. E eu me pergunto, tá, e daí? Rispidez & Frieza é feio? Ou é só um reflexo? Os reflexos precisam ser compreendidos? Há beleza no MAL? Puxa, eu amo o lado BÖSE da vida. Ângullos, energias e tal. Ah, cansei. E reconheço que só assisti 'Ein Freund von Mir'por causa do Daniel Brühl, além, obviamente dos motivos culturais e profissionais envolvidos. Enfim, preciso parar com essa coisa de ir no cinema.

Meu irmão está assistindo um programa esportivo na TV e estou me desconcentrando, com o texto sobre 'discurso e subjetividade' piscando na minha testa. Vou aos objetivos 'massa', boa noite. Saudade brasil.

SOBRE RECONHECIMENTO, again:

Ah, já ia esquecer: que bonitinho o escritor falando pra menina de 16 anos, na beira do lago, em 'Der Nachmittag', que uma alma fica mais bela quando se vê reconhecida por outra ^^

hasta.

Mittwoch, März 18, 2009

Bizarrisses da vida

Muito interessante que, na língua alemã, o termo 'paixão' tem totalmente a ver com 'sofrer'.
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"Leidenschaft", que significa "Paixão", é composta por "leiden", que é o verbo "sofrer"; mais especificamente, 'sofrer por amor', lamentar uma 'dor da alma'.
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Ao mesmo tempo, a expressão 'gut leiden können' (können vem de 'kann', que é o verbo 'poder', 'conseguir', em português; ou o modal 'can', em inglês) quer dizer GOSTAR ou SIMPATIZAR com alguém. Contraditório? Eu acho. Mas tem a Paixão de Cristo e tal. Talvez sempre tenha sido, mas não me arrisco.
===> Só sei que, em alemão, a falta de paixão na alma, ou melhor dizendo, um 'leidenschaftlos' (los- sufixo de 'não ter'. Loser e tal, ah, vocês sabem) é um cara impassível, frio e objetivo.

Tudo isso pra dizer que hoje assisti um prazeroso filme alemão, chamado 'Entardecer' ou 'Nachmitttag', da diretora Angela Schaneiec, que nunca tinha ouvido falar. Trata-se de um filme sobre o confinamento voluntário, na minha opinião. É verdade que, como em todo filme alemão 'alternativo' (entenda-se aquele que não se destina 'explicitamente' ao circuito padrão), o confinamento vale também para a câmera quando se confina nas portas, janelas e mesas abandonadas. Quero dizer uma tendência de deixar a câmera parada em objetos ou ambientes geralmente familiares. Como em 'Ein Freund von Mir', depois que os atores deixam a mesa em um café, saindo de cena, a câmera ainda continua onde está, sem seguir os atores, ou seja, na mesa vazia, somada apenas ao movimento da rua. Também percebi em 'Schläfer' (Adormecido), a câmera geralmente priorizando a estabilidade dos objetos, ao invés do movimento dos atores. Como em uma das cenas mais importantes do filme, quando dois cientistas estão observando a mesma molécula, a molécula que mudará suas vidas para sempre. No entanto, nessa cena, não vemos os olhos dos cientistas, mas sim uma câmera obcecada pela máquina que os auxilia e cobre seus olhos dos olhos do espectador.

Me parece uma procura alemã atual por 'ângulos', e acho que eles estão certos. A estabilidade que buscam os alemães está na busca pelo seu 'ângulo' interior. Percebam que um ângulo, originalmente, nada mais é do que uma figura geométrica formada por duas retas que se cruzam ou duas semi-retas que partem da mesma origem. ------><------


E aí voltamos ao ângulo paixão/sofrimento. O que acontece é que nesse filme que assisti hoje, 'Nachmittag', em certa altura, o filho pede à mãe que essa lhe tenha 'Mitleid' (Compaixão) e ela diz ter, e ele diz que não, que ela tem que ter REALMENTE, e então ele usa o verbo 'leiden', para dizer o que em português ficou 'não, você tem que ter realmente, você tem que sofrer junto comigo'.

----- pausa pra refletir-----

Agora percebam que na tradução para o português, com 'compaixão' e depois 'sofrer', perdeu-se o jogo de palavras 'mit-leid' (COM-paixão) e 'leiden' (sofrer POR paixão). E não poderia ser diferente, apenas uma constatação. Constatação que levou a toda essa reflexão para a vida; não, eu não vou dizer que cheguei a conclusão de que se apaixonar é igual a sofrer.. Eu sei de todas as ideologias e crenças e cultural e o caraleo que isso envolve. Eu apenas quero dizer que é tudo uma questão de ENERGIA: a VIBE dos alemães e tudo mais. Quando eu comecei a estudar realmente alemão eu estava a procura de disciplina. Sempre que alguém me perguntava por que diabos eu estudo alemão (muito frequente), eu tinha vergonha de dizer isso. Eu sempre dizia que era por gostar da filosofia e cultura alemã etc. Mentira. Eu estava ouvindo uma música do Kraftwerk no carro da família, voltando de Pinhal Beach, e decidi que faria alemão. Meu irmão está de prova, acho que ele tinha uns 8 anos na época, mas hoje está com 12 e ainda lembra. Lembranças são interessantes. Bom, mas não quero desfocar.


Eu estava falando de ENERGIA (capslock é uma questão de organização), e comecei a pensar na energia, não só pelo fato de estar meio mística ultimamente, mas pelo fato da ação/reação. Toda questão do sofrimento talvez esteja no fato de a gente ter desperdiçado muito energia anteriormente. Algo como: insistir demais na intensidade de um desejo = muita energia = enfraquecimento da energia reguladora da possibilidade de materializar o desejo, como reação. Entendem? É como 2+2=4, se fosse 3+1, também seria quatro, mas se fosse 6+1, não seria quatro. É claro que é ilógico. E o que não é? Os filmes alemães que eu assisti, talvez. Eram bem lógicos, o que resulta numa comédia densa, se é que vocês me entendem. Mesmo a comédia deles é fria. Mas a gente precisa desse contraponto. A falta de lógica se dá no fato de os contrapontos serem necessários mas, ao mesmo tempo, um contraponto muito exacerbado extrapola energia.

Bom, tudo isso me remeteu a dois ditados populares, um materno, e outro de algum livro que não lembro, pode ter sido de física quântica, pode ter sido de algum autor inglês louquíssimo ou pode ter sido do Paulo Coelho, mas parece um ditado popular e é legal:

1. (materno): não foge do que te procura, não procura quem foge de ti.

2.(da cultura obscura ofuscada pela memória) o primeiro passo para não conseguir uma coisa, é desejá-la muito.

Bom, agora me dei conta que essa última com certeza não foi do Paulo Coelho, pois ele diz que quando a gente quer muito uma coisa, todo o universo conspira a nosso favor. Mas enfim, não quero dizer que desejar atrapalha, é claro que é necessário ter objetivos e etc, mas para isso é melhor ter um objetivo massa, tipo a língua alemã, do que algum outro que esteja te dispendendo muita energia sem resultados, e É CLARO que você não terá resultados, queridinho. Só o fato de estar se sentindo querendo DEMAIS já DESFOCA, e mostra que há algo errado. É um DISTÚRBIO. Além do que, o estudo de uma língua não te permite FORJAR resultados, e é isso que eu estava querendo dizer quando falei sobre a DISCIPLINA. Pra mim, pessoalmente, é relativamente fácil fazer uma prova de literatura sem ter lido NADA e tirar uma nota máxima com estrelinhas e comentários felicitativos. No entando, é impossível realizar uma prova de gramática alemã ou uma tradução sem ter estudado NADA. Não há como enganar e portanto, isso significa, na minha relfexão, que é um esforço que compensa, na medida em que é possível MEDIR os seus resultados pelo RESULTADO. Eu amo literatura, eu preferia mil vezes ir ali ler meu Kurt Vonnegut agora do que traduzir uma resenha alemã sobre "O Leitor" (os alemães estão putos com esse filme, mas esse é outro post), mas né, eu preciso desses ângulos.

Obrigada mais uma vez, foi outra ótima conversa. Me sinto cada vez mais sincera, mas normal que primeiro seja assim meio frio, né.

^^ bis morgen ^^

Sonntag, März 15, 2009

Eu escrevo

direto no corpo do blog. Sempre. Não vou corrigir os errros de ortografia dos dois posts anteriores. Apenas dizer que no fim estou ouvindo Neil Young.

Não quero esquecer

das coisas que aprendo.

Vou trocar o vinil. Neil Young pra despedida. Chega. Tá ficando ridículo. Ridículo não merece despedida, ridículo merece BRINDE, e por isso vou ouvir o Nat King Cole. E fumar um cigarro? Nããão. Tenho algo melhor. Tenho minha mãe. Tenho meus papéizinhos. Tenho esse seu olhinho me espionando, safadinho. Que horror. "Amante da vida". Tsc. Eu não quero esquecer de nada, vou treinar: Goethe me parece um cara bastante revoltado com as questões religiosas e de castas. Eu acho que ele não aceita muito bem sua condição, mas não exatamente por ser a sua condição específica, com dificuldades específicas, mas simplesmente por que toda dor vem de não poder ser outro. Talvez eu esteja meio profunda. Nat King Cole me salvará. O adstrigente também. A boate acaba com a pele dos semi-idosos-meia-idade-adulta-pós-adolescentes. Ah, eu também odeio especializações. Ah, o Nat King Cole é tão bem-humorado. Nada pode ser levado a sério num sábado à noite, essa é a verdade. "Die Wahrheit". Ando tão inserida nos trabalhos tradutórios que quando profiro uma frase já automaticamente penso como ela se construiria em alemão. Ah, eu sou louca. Acho que Goethe também era. Goethe não teve foco durante toda sua semi-idosa-meia-idade-adulta-pós-adolescente. Goethe queria foco, talvez utilidade universal. No fim ele diz que deveria ter sido médico. Não sei. No fundo é sempre reconhecimento, ou começa assim ou termina assim. Sei lá. Boa noite. Reflitam. E não 'se achem', isso é muito feio. Contar vantagem é clichê, seja pela estética ou pelo poder. Acordem. Ou durmam. Sei lá. Cada um sabe de si. Eu sei que gosto de conversar com vocês. Eu adoro não saber se é hipotético ou não. Eu adoro palavras, eu adoro a minha janela e essas nuvens brancas-gris de uma madrugada exausta. Eu adoro o cansaço e o sentimento de dever cumprido. Dever? Uma piada, talvez. Talvez não, talvez como em alemão, "Dienst", serviço. Palavra de ordem. A recorrência das palavras é determinante. Mais dois são quatro, quase quatro e meia. Tô louca, poetizando indecentemente, me deixando levar por sei lá o que. Enfim, o importante é que eu me divirta, imagino. E torço. Otimista. Fã de auto-ajuda. Malandra. UHu.

Boys don't cry

É que hoje pra mim é o dia da nostalgia. Encontei uma amiga de infância na boate. Ela me abraçou extremamente forte e disse que tinha visto minhas fotos no orkut, disse que o modo como eu segurava o copo de ceva nas fotos da orkut revelava minha essência, e que quando ela as observava, pensava 'porra, eu conheço a Gabi!'. Aquilo me comoveu. Nós costumávamos brincar de Barbie. Barbies milionárias. A minha era sempre a modelo mais bem paga do mundo. Mas um dia, não sei como, a coisa desvirtuou. As personagens secundárias se sobressaíram. Acontece que por algum motivo a empregada da modelo mais bem paga do mundo e a empregada da personagem de minha amiga entraram em algum tipo de desacordo. Brigaram, choraram. As Barbies. Bem, na verdade nós. Enfim. A amiga na boate de casaco xadrez, short e salto alto vermelho disse: "Tu foi minha primeira amiga. Eu sei que tu fez muito mais coisas do que eu, viveu mais, mas tua essência é a mesma". E eu disse "eu não vivi porra nenhuma, qualquer uma de vocês viveu mais que eu, tu constituiu família, a outra teve êxito monetário etc e eu, eu sou a loser da galera" e ela disse "na verdade tu fez o que todo mundo queria fazer mas teve medo", acho que ela também falou algo como "a vontade de ter filhos foi maior" ou sei lá. Sei que me sinto titia, sei que me sinto um adendo, um acessório, algo que não BROTA. Não sei explicar. Eu vi dois filmes sobre nostalgia hoje. O primeiro era um documentário colombiano que consistia em simplesmente um vídeo de férias familiar prolongada com lindas cenas que se sobressaíam por datarem mais de três décadas ou algo asssim. Cansaço da singeleza. O outro era um argentino tosquíssimo muito engraçado, "A VELOCIDADE É A BASE DO ESQUECIMENTO". Demais. Eu realmente não acredito que aquela trilha sonora e aquelas expressões faciais sejam dignas de serem levadas a sério, mas o filme é muito divertido e esclarecedor num sentido "MÍSTICO". "Não existem casualidades" ou "um país que não pede pra ser deixado não é um país, é um cemitério ou um museu". Tanto faz. É tudo tão particular, no fim. Mas no fundo tão afundado quanto qualquer meia de balde JK cidade baixa. Enfim. Vi uns alemães bizarros também, frios. Os alemães não sabem mais fazer cinema desde Fassbinder. Os alemães são uns recalcados malditos, e por isso eu os amo. Meu humor é mórbido, filmes toscos e línguas bizarras me fazem rir. Eu acho lindo ser irritada por algo sincero.

Sonntag, März 08, 2009

doce demais fica amargo

Tipo um exagero de gotas de adoçante.

Oh, vida, é tudo tão metafórico.

Que dizer de "em caso de emergência, as máscaras cairão imediatamente"?

Que dizer do meu sono de você? Esse sono que é meio um sonho inspirador, difícil de explicar. Queria me fazer gentil à tua atenção. Quem sabe um dia você se orgulhe das minhas rosinhas faceiras e crescidas, no cabelo. Quem sabe uma hora a gente se cruza sem metáforas, eu de vestido e você de cachecol. E então você me convidaria para um café e estaríamos transmitindo a nossa ligação.


Você tem mentiras nos olhos mas não no coração. Suas fumaças são de cinzas semi-queimadas. Eu enxergo uma cortina delas sendo cortada por ondas de radiação afetuosa. O que você está esperando? Por que não abrir as janelas e deixar sair a fumaça? Quem sabe eu páro de fumar. Eu mataria por você, mataria em mim essa vontade de perder-se por entre florestas imaginárias de algodão. Doce? Não, amargo. Amargo como esse vazio que me deixa a saudade das tuas palavras jogadas ao vento sem a gente saber da onde veio. Eu não acredito em Nordestão. Os ventos precisam correr direito. Eu não quero acreditar em nenhuma desordem; eu não quero que você seja meu caos, pára de ser meu caos, por favor. Tá tudo errado. Era pra ser alívio e salvação, era praser arco-íris de emoção. E é um prazer murcho, fatigado, dormido. Dorme, dorme que eu durmo também. E amanhã mais um dia a gente acorda, cada um na sua cama, cada leite na sua caneca. É tão óbvio que tem que ser assim. É tão óbvio que não precisa, não precisa, não precisa. Ninguém precisa de ninguém, a solidão com TV a cabo é solidão? O que acompanha e o que aprisiona? Vícios ou quem sabe salsichas. Morcegos ou talvez dentes de plástico em festa de bruxas. Outubro ou Fevereiro. Ah, chega esse tempo que tanto faz, e tudo termina num vai-e-vem de nostalgias, lamentos e preguiças; salvos apenas, quando se tem sorte, pela cor do dia, ou pelo calor da noite, preta.

Bom dia, noite. Branca.

Samstag, Februar 28, 2009

este blog não tem mais idade para crises existenciais.

A idade me aflige. Há os que pensem que são sempre jovens, que não ligam para as rugas, que não dão muita bola para a estética em geral. Estética, bem, vocês me entenderam. Eu acho que não tenho mais idade para ter um blog, muito menos para ficar tentando fazer algo que se pareça vagamente com poesia ou egotrip. Eu gostaria de viver as coisas REAIS. Eu ando muito confusa com essas coisas de real/virtual. Tá tudo muito trans, tá tudo muito híbrido. Minhas unhas vestem azul marinho e minha cabeça, aspirinas. Eu tento ser sincera, mas tá cada vez mais difícil. No início parece simples, mas depois as metáforas surgem como nuvenzinhas pipocantes martelando. É difícil ser sincero em rede mundial. Eu tenho tanta coisa para dizer e, sim, eu tenho MEDO de dizer, mesmo com toda essa idade e etc. A interpretação é sempre livre, eu não tenho como interferir. Não tenho como dizer que as pessoas interpretam 'errado' o que eu digo, pois a interpretação é totalmente subjetiva e assim deve continuar sendo. Lembro daquele livro do Umberto Ecco, "Seis caminhos pelo bosque da ficção", que compara a ficção com um bosque, no qual podemos escolher o caminho a seguir. Eu fico também confusa com essas coisas de ficção/realidade/documento; tenho tendência a achar que tudo é uma grande mentira, que a gente vive numa bola de ilusão e não faz sentido pregar qualquer tipo de veracidade, pois até mesmo isso seria falso, como um ESFORÇO pela verdade e, se a verdade exige esforço, há algo de superficial em sua nitidez. Bem, mas tudo isso pra dizer que eu quero falar só a verdade, minha verdade, subjetiva. Eu acho que tudo isso já tá ficando muito confuso e nada REAL. Talvez eu devesse colar uns links legais, quem sabe aquele pra legendar filmes indianos. Talvez eu devesse colocar umas fotos ou uns desenhos. Ah, eu não quero. Quero só escrever aleatoriamente, me desculpem, sintam-se livres para me abandonar a qualquer momento. Eu sinto um cansaço surreal de mim mesma, mas preciso continuar. Sou como uma fugitiva correndo no teclado. Essa frase foi horrível, mas é mais ou menos isso. Não há tempo quando se escreve, logo, passado, presente e futuro são suprimidos. Não, eu não estou drogada. Provavelmente esse é o texto mais chato que já escrevi na vida, e o motivo é simples: me sinto mal, muito mal. Me sinto vazia de qualquer coisa que valha a pena expressar. Como disse o personagem 'louco' do Revolutionary Road: é fácil ver o vazio, muitas pessoas enxergam o vazio, difícil mesmo é enxergar a falta de esperança. Eu não sei se enxergo a falta de esperança, e acho que enxergar a falta de esperança talvez seja o primeiro passo para recuperar a esperança. Não dá pra ficar estagnado em situações infrutíferas. É preciso abrir os olhos para a falta de perspectiva latente de algumas situações na qual nos envolvemos. Não dá pra ficar nessas de que tudo é relativo, pois relativizar leva à estagnação. Certo é um conceito relativo? Bobagem. A gente sempre sabe o que é 'certo', e relativo é o conceito que não nos deixa fazer o que é certo. Certo, eu digo, é levar a cabo o coração. Todo mundo sabe de duas vontades mais fortes, pois elas não nos deixam em paz, caso contrário, não são vontades reais. Seguir essas vontades racionalmente, não por impulso, mas por vocação e cautela. Não se atirar, mas beber pelas bordas. Ah, tremendamente difícil isso de ir com calma. Meu coração é impulsivo, mais impulsivo que verdadeiro ou bondoso. Somos máquinas, e portanto tudo que eu escrevi até agora é uma grande bobagem. Na verdade, tudo que eu escrevi até agora era pra provar o quanto não vale mais a pena escrever aqui. Na verdade, eu estou em busca da minha falta de esperança libertadora. Na verdade, eu só estou matando tempo enquanto meu horário misterioso não chega. Ele está chegando, o horário misterioso. Eu estou sempre determinando horários misteriosos, eu estou sempre mudando de assunto. É o VAZIO, tô sem assunto. Vamos ver... eu tenho ido muito ao cinema. Ontem fui assistir 'Milk' e achei uma chatisse. O remake de Sexta-feira 13 eu gostei. Quer dizer, sou muito tosca pra avaliar um filme de terror. As pessoas no cinema todas rindo e tirando uma onda dos efeitos e sei lá, eu ali PULANDO na cadeira de medo. Acho que não sobrevivo ao My Bloody Valentine 3D. Imagina um FOGO e um MACHADÃO voando na minha cara em 3D. Medo. Enfim, eu não vou falar de cinema. Eu não entendo nada de cinema. O cinema é só ilusão e eu vou chorando pelo campo (Lobão). Ai, ai. Tá difícil esse horário misterioso. Meu corpo pede água, ou melhor, suco de maracujá. Tudo que eu queria agora era meio litro de suco de maracujá bem docinho e um cigarro. Acho que até dispenso o cigarro. Ah, fato é que aqui eu não consigo mais ficar. Sem querer ser relativista, quero dizer AQUI, em um lugar específico. Eu queria a supressão do tempo/espaço. Céus, eu juro que não me droguei. Simplesmente acordei assim com essas idéias meio mágicas, meio infernais. Eu queria levantar voo e dormir voando, veja só que excêntrico. Não sei como eu faria isso, não sei se os pássaros dormem voando, mas acredito que não. Nossa, tá muito calor aqui. Entendam que toda a situação do ambiente quente/escuro é terrível. Não o sinto como meu ambiente, apesar de conviver com ele há no mínimo uns 20 anos. Nada aqui é meu. Eu entrei hoje nessa pilha da MATÉRIA, essa coisa de POSSES; acho que nada mais ilusório também. Acho que a pessoa enlouquece se começa a pensar que tudo é ilusório. Talvez seja tudo culpa da ficção, talvez eu devesse ler mais jornais e assistir mais documentários, talvez meu vazio precise ser preenchido com boas doses de VIDA REAL. Talvez, talvez, talvez. Parece até que nesse texto tudo gira. Certamente estou escrevendo com uma boa dose de ressaca e ela parece estar se expressando. Ah, eu me sinto tão idiota. Eu realmente sou uma pessoa chata, eu realmente não quero mais conhecer ninguém, pra ninguém me conhecer. Eu tenho preguiça do mundo. E isso é uma declaração de amor. Eu acho o mundo bom demais pra mim. Não consigo me adequar. Estou super inadequada. E esse horário não chega nunca.
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-------------------- [pausa para reflexão] ------------------------------
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Bem, começo a achar que meu horário misterioso é ilusório também. Começo a ficar triste, terrivelmente triste. É uma tristeza meio inexplicável. talvez seja o que chamam de melancolia; é aquela tristeza ameeeega que me acompanha desde os 9 anos de idade. Eu lembro se senti-la quando ficava sozinha em casa. Lembro de sentar na janela e escrever no meu diário. Talvez eu lembre até da vista da janela, de canto. Fato é que o horário misterioso parece agora se aproximar, sinto vibrações no barulho da torneira. É difícil explicar mas, como eu disse antes, tem coisas que eu gostaria muito de exteriorizar mas é um tanto complicado assim em rede mundial. Eu acho que não odeio muitas pessoas, com certeza tenho mais tédio do que ódio no coração. Me irrita o fato de começar todas essas frases com 'eu', 'eu' e 'eu'. Porra, as pessoas só sabem mesmo falar sobre si mesmas, isso é tão, mas TÃO irritante! É tão complicado encontrar pessoas com as quais se possa trocar idéias que não sejam exatamente sobre elas mesmas. As pessoas são TÃO interessadas pelos seus empregos, seus amores, seus gatos. Ah, deve ter algo de errado coomigo mesmo. Eu que deveria ter um emprego, um amor e um gato, ao invés de ficar querendo discutir cinema e literatura. Eu sou uma louca. Aonde eu quero chegar com isso? Na hora misteriosa, é claro. Ela se aproxima. Eu começo a suar. Tudo vai ficar bem. Tudo vai ficar bem. Quando a hora misteriosa CHEGA, tudo fica bem. Você começa a perceber que mesmo aquela paixonite idiota que te aflige é uma grande bobagem. Tudo, tudo uma grande bobagem. Você começa a perceber que pra ser feliz bastam alguns discos, uma brisa fresca e um suco de frutas. Você não quer que a hora misteriosa termine nunca. Mas ela termina, o grande problema é que ela termina, e aí tudo volta a ser como antes, até a próxima hora misteriosa, e assim por diante. Eu não sei se isso é triste. Eu acho que o importante mesmo é o desapego, mesmo das horas misteriosas. Eu estou agora aqui aflita, completamente APEGADA ao meu momento mágico que se aproxima. Isso não é certo. Talvez tudo melhore, quam sabe até CLAREIE, depois do meu suco de maracujá. Eu não deveria me irritar tanto com as manias egóicas alheias, afinal, impressionante o tempo que fiquei aqui falando de mim mesma e do quanto o mundo é injusto com pessoas sensíveis e cultas como eu. Acho que minhas unhas ficam realmente elegantes em azul marinho. Acho que ele nunca mais vai falar comigo de novo, mas eu acho isso todo dia, e ele sempre volta a falar. Tô precisando demais da minha hora mágica. Pra desapegar dele. Sim, eu estou completamente apaixonada. Porra, será que escrevi até agora pra dizer isso? Tudo que eu queria era dizer eu-te-amo em rede mundial? Ah, não é possível. Eu estou cada vez mais demente. Eu não deveria publicar essas coisas. Eu não deveria gostar desse cara. Pressinto que estou estragando tudo. Eu tenho um leitor que sempre quando eu escrevo sobre amor-e-etc, ele acha que é com ele. Ele vai achar que eu estou apaixonada por ele. As pessoas não entendem a minha pilha impulsiva, frenética e passional. Eu vou começar a acreditar que as pessoas tem MEDO de mim, apesar de isso me impelir, ao mesmo tempo, a achá-las completas idiotas. Medo de MIM, saca. Sou uma criatura inofensiva, bondosa e tenho dentes espantosamene alvos para uma fumante milenar. Isso me define? Jesus tinha about me? Isso está virando uma egotrip sem nenhum sentido?
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-------------------------- [pausa para a recepção da hora misteriosa]---------------------------
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Bem, aqui concluo a minha despedida. Acho que foi uma despedida desde o começo. A hora mágica está vindo, eu a pressinto nas buzinas lá fora. Na verdade, não há buzina. Foi um prazer conversar com vocês pois, acreditem, pra mim os posts são sempre boas conversas. Eu espero que todos me entendam, não levem a mal minhas colocações e não me achem uma louca. Não vou dizer que cão que ladra não morde, pois eu fui mordida por um desses. Não há qualquer teoria que possa comprovar a minha sanidade mental. Na verdade eu deveria me ocupar em MANTER a sanidade mental. Ne verdade, eu estou com bastante raiva no coração, nesse momento. Pessoas chatas impedem a chegada da minha hora misteriosa. Eu estou com muito calor e ficando ligeiramente mau-humorada. Minha cabeça meio que dói. Eu estou de saco cheio. Ai sabe. Algumas pessoas deveriam ficar longe pra me ajudar a manter a sanidade mental. Como as pessoas não se ligam? Como as pessoas não tem vergonha de ficar mendigando a atenção do desprezo?
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ELA CHEGOU.
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Não aguento mais refletir, beijos.

Samstag, Januar 24, 2009

Este blog está em crise existencial.

Volto quando o I-Ching deixar.