Mittwoch, Mai 13, 2009
angústia
Donnerstag, März 19, 2009
violência e força, novos ângulos
SOBRE RECONHECIMENTO, again:
Ah, já ia esquecer: que bonitinho o escritor falando pra menina de 16 anos, na beira do lago, em 'Der Nachmittag', que uma alma fica mais bela quando se vê reconhecida por outra ^^
hasta.
Mittwoch, März 18, 2009
Bizarrisses da vida
E aí voltamos ao ângulo paixão/sofrimento. O que acontece é que nesse filme que assisti hoje, 'Nachmittag', em certa altura, o filho pede à mãe que essa lhe tenha 'Mitleid' (Compaixão) e ela diz ter, e ele diz que não, que ela tem que ter REALMENTE, e então ele usa o verbo 'leiden', para dizer o que em português ficou 'não, você tem que ter realmente, você tem que sofrer junto comigo'.
----- pausa pra refletir-----
Agora percebam que na tradução para o português, com 'compaixão' e depois 'sofrer', perdeu-se o jogo de palavras 'mit-leid' (COM-paixão) e 'leiden' (sofrer POR paixão). E não poderia ser diferente, apenas uma constatação. Constatação que levou a toda essa reflexão para a vida; não, eu não vou dizer que cheguei a conclusão de que se apaixonar é igual a sofrer.. Eu sei de todas as ideologias e crenças e cultural e o caraleo que isso envolve. Eu apenas quero dizer que é tudo uma questão de ENERGIA: a VIBE dos alemães e tudo mais. Quando eu comecei a estudar realmente alemão eu estava a procura de disciplina. Sempre que alguém me perguntava por que diabos eu estudo alemão (muito frequente), eu tinha vergonha de dizer isso. Eu sempre dizia que era por gostar da filosofia e cultura alemã etc. Mentira. Eu estava ouvindo uma música do Kraftwerk no carro da família, voltando de Pinhal Beach, e decidi que faria alemão. Meu irmão está de prova, acho que ele tinha uns 8 anos na época, mas hoje está com 12 e ainda lembra. Lembranças são interessantes. Bom, mas não quero desfocar.
Eu estava falando de ENERGIA (capslock é uma questão de organização), e comecei a pensar na energia, não só pelo fato de estar meio mística ultimamente, mas pelo fato da ação/reação. Toda questão do sofrimento talvez esteja no fato de a gente ter desperdiçado muito energia anteriormente. Algo como: insistir demais na intensidade de um desejo = muita energia = enfraquecimento da energia reguladora da possibilidade de materializar o desejo, como reação. Entendem? É como 2+2=4, se fosse 3+1, também seria quatro, mas se fosse 6+1, não seria quatro. É claro que é ilógico. E o que não é? Os filmes alemães que eu assisti, talvez. Eram bem lógicos, o que resulta numa comédia densa, se é que vocês me entendem. Mesmo a comédia deles é fria. Mas a gente precisa desse contraponto. A falta de lógica se dá no fato de os contrapontos serem necessários mas, ao mesmo tempo, um contraponto muito exacerbado extrapola energia.
Bom, tudo isso me remeteu a dois ditados populares, um materno, e outro de algum livro que não lembro, pode ter sido de física quântica, pode ter sido de algum autor inglês louquíssimo ou pode ter sido do Paulo Coelho, mas parece um ditado popular e é legal:
1. (materno): não foge do que te procura, não procura quem foge de ti.
2.(da cultura obscura ofuscada pela memória) o primeiro passo para não conseguir uma coisa, é desejá-la muito.
Bom, agora me dei conta que essa última com certeza não foi do Paulo Coelho, pois ele diz que quando a gente quer muito uma coisa, todo o universo conspira a nosso favor. Mas enfim, não quero dizer que desejar atrapalha, é claro que é necessário ter objetivos e etc, mas para isso é melhor ter um objetivo massa, tipo a língua alemã, do que algum outro que esteja te dispendendo muita energia sem resultados, e É CLARO que você não terá resultados, queridinho. Só o fato de estar se sentindo querendo DEMAIS já DESFOCA, e mostra que há algo errado. É um DISTÚRBIO. Além do que, o estudo de uma língua não te permite FORJAR resultados, e é isso que eu estava querendo dizer quando falei sobre a DISCIPLINA. Pra mim, pessoalmente, é relativamente fácil fazer uma prova de literatura sem ter lido NADA e tirar uma nota máxima com estrelinhas e comentários felicitativos. No entando, é impossível realizar uma prova de gramática alemã ou uma tradução sem ter estudado NADA. Não há como enganar e portanto, isso significa, na minha relfexão, que é um esforço que compensa, na medida em que é possível MEDIR os seus resultados pelo RESULTADO. Eu amo literatura, eu preferia mil vezes ir ali ler meu Kurt Vonnegut agora do que traduzir uma resenha alemã sobre "O Leitor" (os alemães estão putos com esse filme, mas esse é outro post), mas né, eu preciso desses ângulos.
Obrigada mais uma vez, foi outra ótima conversa. Me sinto cada vez mais sincera, mas normal que primeiro seja assim meio frio, né.
^^ bis morgen ^^
Sonntag, März 15, 2009
Eu escrevo
Não quero esquecer
Boys don't cry
Sonntag, März 08, 2009
doce demais fica amargo
Oh, vida, é tudo tão metafórico.
Que dizer de "em caso de emergência, as máscaras cairão imediatamente"?
Que dizer do meu sono de você? Esse sono que é meio um sonho inspirador, difícil de explicar. Queria me fazer gentil à tua atenção. Quem sabe um dia você se orgulhe das minhas rosinhas faceiras e crescidas, no cabelo. Quem sabe uma hora a gente se cruza sem metáforas, eu de vestido e você de cachecol. E então você me convidaria para um café e estaríamos transmitindo a nossa ligação.
Você tem mentiras nos olhos mas não no coração. Suas fumaças são de cinzas semi-queimadas. Eu enxergo uma cortina delas sendo cortada por ondas de radiação afetuosa. O que você está esperando? Por que não abrir as janelas e deixar sair a fumaça? Quem sabe eu páro de fumar. Eu mataria por você, mataria em mim essa vontade de perder-se por entre florestas imaginárias de algodão. Doce? Não, amargo. Amargo como esse vazio que me deixa a saudade das tuas palavras jogadas ao vento sem a gente saber da onde veio. Eu não acredito em Nordestão. Os ventos precisam correr direito. Eu não quero acreditar em nenhuma desordem; eu não quero que você seja meu caos, pára de ser meu caos, por favor. Tá tudo errado. Era pra ser alívio e salvação, era praser arco-íris de emoção. E é um prazer murcho, fatigado, dormido. Dorme, dorme que eu durmo também. E amanhã mais um dia a gente acorda, cada um na sua cama, cada leite na sua caneca. É tão óbvio que tem que ser assim. É tão óbvio que não precisa, não precisa, não precisa. Ninguém precisa de ninguém, a solidão com TV a cabo é solidão? O que acompanha e o que aprisiona? Vícios ou quem sabe salsichas. Morcegos ou talvez dentes de plástico em festa de bruxas. Outubro ou Fevereiro. Ah, chega esse tempo que tanto faz, e tudo termina num vai-e-vem de nostalgias, lamentos e preguiças; salvos apenas, quando se tem sorte, pela cor do dia, ou pelo calor da noite, preta.
Bom dia, noite. Branca.
Samstag, Februar 28, 2009
este blog não tem mais idade para crises existenciais.
Samstag, Januar 24, 2009
Montag, Januar 19, 2009
vai todo mundo tomar no cu.
Mas cansei. Da sinceridade, da honra, da bondade. Nem sou boa, no final das contas. Nem gostosa, nem feliz. Louca? Sim, 'fulana é louca'. Se a fulana não é feliz, nem gostosa, nem brilhante e nem assim completamente OPACA, então ela é louca. Querem saber? Estou cheia de todos vocês. E não é uma questão de renovar as amizades, pois o meu egoísmo não me permite ver nada de bom nas outras pessoas. Elas sempre vão me decepcionar, SEMPRE. Ou quando mentem, ou quando me pedem pra mentir, ou quando simulam, ou quando passam reto. Não, passar reto é sincero. Escrotisse declarada é linda. Nada me irrita mais que o talento simulatório. Em mim mesma. E continuo simulando? Sorrindo? Comendo? Compartilhando cigarros? Vou dizer pra vocês: ser obrigada a dizer "Bom dia" e "Boa noite" para pelo menos uma pessoa, SEMPRE, me deprime. Sou egoísta. Quero um mundo só de gabrielas e controles remotos. Todos os controles são remotos, afinal.
Me arrpenderei e apagarei esse post. Mas ficará nos rascunhos. Agora e na cara do Blogspot, amém.
Odeio vocês, não esqueçam. Todos vocês. E falo isso assim, na tela dura, sem medo de perder nenhuma amizade pois, infelizmente, SEMPRE haverão outras.
Montag, Dezember 15, 2008
the lady don't mind
A mágica indecente
e pura
dos olhos
sem pé
florescendo
na
ne
ve
TV.-nave.
Jardins decorados em fotologs. The lady is pissedoffgrl.
Freitag, November 28, 2008
tanto faz amor
o remédio
o sopro
cas ais
tanto faz
se chovem
se comem
se dormem
i need you baibe?
i love you baibe?
oh pretty baibe?
não
definitivamente não
há amor
.
Mirácola estava tomando uma cerveja e observando o sol descer na orla. a descida do sol é algo realmente relevante depois de um dia de calor, sol no côco. As vendas de côco na estrada, lembra Mirácola, que milagre são as águas que descem doces na garganta. Que milagre são os dodóis que sobem assados pelo meio das pernas. Que lindos são os medos que afloram nos dias de tempestade. Que que que ---> usa-se pra expressar maravilhamento? Definitivamente não. Há surpresa. Há confetes e churrascos, não necessariamente nesse ordem. O sol desceu no rio e a cerveja pela garganta de Mirácola. A descida é o símbolo do fim. O fim da cerveja e o nascimento do arroto. Na alma da boca. Na boca do coração. Já ouviu o seu (coração?) hoje?
Samstag, September 27, 2008
breve tradução de dois jardins
No segundo canteiro, não cansa de envelhecer a antiga e harmoniosa pereira, com seu tronco de cascas secas mas ainda eficiente no sustentar dos galhos e seus pesados frutos; que quando maduros caem muitas vezes já podres ou previamente degustados por aves de pêlo colorido. Por esse motivo, nosso pai costumava ensacar as pêras com saquinhos de papel para cachorro-quente e alimentar os passarinhos com farelos de pão. E, mesmo em idade já avançada, não furtava-se de subir na bamba escada construída para alcançar os galhos mais altos.
Tanto a leveza quanto a altura, a velhice quanto a maturidade, as pêras verdes e pesadas quanto às maduras e fatigadas caídas ao chão; nunca entendi como podem os filósofos modernos não se interessarem por tais explícitas relações conceituais. É sabido que a natureza reflete o homem, tanto nas límpias águas de um riacho abandonado no paraíso quanto na poluição de um rio urbano. Nosso jardim é um éden abandonado pelo ritmo sinuoso da cidade e seu espaço, mas jamais pelo tempo. Que o tempo corressse e vizinhos amigos ao morrer deixassem suas moradas para a livre destruição e bem aventurança de futuros moradores jovens com filhos de idade a brincar de balanço enquanto a queda inexorável não vinha, era certo. No entanto, isso a nossa mãe incomodava, ela que nunca gostou de mudanças e por esse motivo era aficionada pela limpeza e manutenção de seus bens. Essa era uma tentativa de evitar que o tempo a transformasse como bem quisesse, uma forma de mantê-la no poder ilusório da fruição natural. Dessa forma, o jardim era cuidado por nosso pai; a ele agradava as pétalas da flor de pêra espalhadas pelo chão com o mudar das estações do ano, assim como entusiasmava-se ao ver suas plantas crescerem e darem frutos ou milagres.
O terceiro e último canteiro era onde ficava a pequena árvore de pitangas e as roseiras. Antigamente as fazia companhia também uma ameixeira, mas essa foi a baixo depois de ficar ‘bixada’, segundo alegaram nossos pais. Nunca entendi muito bem como apodrecem as plantas e suplicam pela própria destruição, assim como não entendo a facilidade dos homens para derrubar uma morada construída; quem sabe porque os que derrubam nunca são os mesmos que constroem, e os que morrem nunca os mesmos de quando nasceram.
Um coqueiro de verdade exibe um segundo jardim da casa de nossos pais, o jardim da frente. E o chamo segundo porque dele nunca usufruí com prioridade, por rebeldia de ser teoricamente o principal. Talvez nunca tenha permanecido ali mais que um cigarro solitário, já na idade adulta, compartilhando minhas nádegas com as lajotas vermelhas que circundam o caminho de mármore até a porta. Mas lembro, por exemplo, de um amigo da adolescência indagar o porquê de nossa porta frontal sustentar o trinco justamente no meio e não no canto direito como a maioria. Penso que era alguma espécie de estilo em voga na época dos anos 70: uma maçaneta prateada se impunha no meio da porta de entrada envolta por um círculo também de cor prata. O círculo, para os antigos, representava a forma perfeita, e foi muito usado no cinema expressionista contra fundos iluminados, expressando assim a passageira harmonia do personagem.
Agora, após a refeição do meio dia, contemplando o primeiro jardim mais demoradamente, de estômago preenchido e sossegado, a pereira que antes parecia de tronco cascudo e seco me chama atenção para os cachos de flores que saem de seu sustentáculo de madeira viva; certamente uma outra planta acoplada à árvore, por métodos e denominação que me são desconhecidos. Parecem-me, pois, os filmes expressionistas ainda os mesmos, por não estarem nesse momento dispostos a minha frente por meio de algum aparelho reprodutor de imagens. Ainda que os escritores modernistas tenham sucessivamente tentado explicar os sentimentos por meio da exaustiva e prazerosa descrição das máquinas e seus respectivos funcionamentos e reproduções, ainda assim o homem não se mostrou mais inclinado a descrição da máquina como da natureza. Hoje, quando volto a esse jardim, penso que diz mais ele a mim do que eu sobre a bicicleta que aqui me trouxe e agora demonstra toda sua inutilidade quando limitada por um espaço restrito e domiciliar. Abandono então meu cigarro na borda da lajota vermelha para esquentar o café, e quando volto vejo que se rolou sozinho e com o vento até o centro da varanda. Contemplo a imagem, diriam muitos, metafórica, e lamento não carregar mais uma máquina fotográfica, apenas uma bicicleta.
Muitas são as teorias sobre o turismo, maldito impulso humano de andar em círculos iludindo-se com o movimento que faz do tempo um joguete. Conhecemos certa vez um ciclista, o qual viajou léguas e léguas, cruzando fronteiras imaginárias a bordo de seu veículo de duas rodas. A roda, para os modernos, é símbolo de agilidade e condução.
Meu irmão recolhe o cigarro do centro da varanda e o dispõe entre os lábios, estes circundados por marcas que sinalizam o cansaço da pele em abrir e fechar a boca sucessivamente ao longo dos anos. A velha vitrola portátil de nossos pais carreguei hoje até o meio do jardim frontal e dispus entre os girassóis, assim como a poltrona aveludada do antigo escritório. Aqui estamos onde jamais teríamos antes podido estar, pois a nossa mãe não agradava música nem desordem, cigarros ou flores. Aos nossos jovens corações, entretanto, não agrada a estabilidade, a não ser assim, visitada como lembrança viva, pois que reviver nada mais é que dar vida à memória.
Sonntag, September 14, 2008
bringing David Foster Wallace back
O que fazer com tanta informação? Como organizá-las de modo sensível e que nos dê prazer? Tentamos, começamos e paramos, pois a tarefa é árdua. Seguimos 'bringing back' como se essa fosse a solução; trazer de volta os anos 60, 70, 80, 90... blocos de informação pasteurizada, moda. Ah, a moda; simples saída para a individualização superficial. E que outro tipo de individualização poderíamos ambicionar? Nossa vida é feita de imagem e superfície; tela plana, digital, widescreen, plasma. Q? Eu não sei a diferença. A 'arte' muitas vezesé feita de frases roubadas do msn e as fotos da exposição ao lado talvez sejam muito grandes para o alcance de nossos olhos viciados, melhor dar uma olhadinha no fotolog do artista.

